A putrefação, geralmente, tem como primeira manifestação visível a “mancha verde” que se localiza na região inguinoabdominal direita. Aparece cerca de 20 a 24 horas após a morte e é devida à ação do gás sulfídrico sobre a hemoglobina. Da fossa ilíaca se espalha para o resto do abdome, tórax, pescoço e face. A “mancha verde” na região inguinoabdominal representa a evidência da decomposição dos tecidos justamente na região que corresponde à(ao):
- A)bexiga, onde o acúmulo de urina inicia o processo;
Errada, porque o acúmulo de urina na bexiga não é o mecanismo clássico que explica a mancha verde da putrefação.
- B)duodeno, onde a acidez vinda do estômago inicia o processo;
Errada, porque a acidez vinda do estômago não é o fator determinante da primeira mancha verde nessa região.
- C)intestino grosso, onde há abundância de bactérias que iniciam o processo;
Certa, porque o intestino grosso concentra grande quantidade de bactérias, que iniciam a decomposição e favorecem a formação da mancha verde.
- D)duodeno, onde a bile e o suco pancreático iniciam o processo;
Errada, porque o duodeno não é o local clássico associado ao início dessa mancha na tanatologia forense.
- E)intestino grosso, onde há abundância de enzimas da digestão que iniciam o processo.
Errada, porque o intestino grosso não se destaca por enzimas digestivas, e sim pela flora bacteriana abundante.
Gabarito: C
Na putrefação, a primeira marca visível clássica costuma ser a mancha verde, que aparece na região inguinoabdominal direita. Isso acontece porque o processo começa no ponto do corpo em que a flora bacteriana e as enzimas degradativas encontram mais facilidade para atuar, liberando gases e substâncias que alteram a hemoglobina e mudam a cor da pele. Essa região corresponde ao intestino grosso, especialmente pela grande quantidade de bactérias ali presentes. Essas bactérias aceleram a decomposição e produzem gases como o sulfídrico, que reage com a hemoglobina e ajuda a formar a coloração esverdeada. Por isso a mancha costuma surgir primeiro perto da fossa ilíaca direita e depois se espalhar. É um detalhe clássico de tanatologia forense: a putrefação não começa de forma aleatória, ela segue um padrão ligado à anatomia e ao conteúdo bacteriano do organismo. Em prova, a banca adora trocar o foco para bexiga, duodeno ou estômago, mas o ponto-chave aqui é a intensa carga bacteriana do intestino grosso. Assim, o gabarito C está correto porque a mancha verde inicial reflete a decomposição iniciada em área relacionada ao intestino grosso, onde há abundância de bactérias que desencadeiam o processo.