São animais cujas alterações em cadáveres podem servir para avaliar há quanto tempo ocorreu a morte:
- A)formigas;
Errada, porque formigas podem aparecer no cadáver, mas não são o principal grupo usado para estimar o tempo de morte.
- B)baratas;
Errada, pois baratas podem ser encontradas no ambiente, porém não são os insetos clássicos da estimativa do intervalo pós-morte.
- C)crustáceos;
Errada, já que crustáceos não são os animais normalmente associados à avaliação do tempo de morte em cadáveres terrestres.
- D)moscas;
Certa, porque as moscas colonizam o cadáver cedo e seus estágios de desenvolvimento ajudam a estimar há quanto tempo ocorreu a morte.
- E)ratos.
Errada, porque ratos podem causar alterações no cadáver, mas não são utilizados como referência típica para calcular o tempo de óbito.
Gabarito: D
Na tanatologia forense, uma das formas de estimar o tempo de morte é observar os animais que colonizam o cadáver e a sequência em que eles aparecem. Esse estudo é muito ligado à entomologia forense, que analisa principalmente insetos atraídos pelo corpo após o óbito. Em outras palavras: o corpo vira um verdadeiro "relógio biológico" para certos bichos. Entre esses animais, as moscas são as mais importantes. Elas chegam cedo ao cadáver, depositam ovos e larvas, e o estágio de desenvolvimento desses insetos ajuda o perito a estimar o intervalo pós-morte. Quanto mais avançado o ciclo de vida encontrado, maior a chance de a morte ter ocorrido há mais tempo. Por isso, o gabarito é a letra D. As moscas, especialmente suas larvas e pupas, são classicamente utilizadas na medicina legal para calcular o tempo decorrido desde a morte, em conjunto com temperatura, ambiente e acesso ao corpo. Esse tema é doutrinário e pericial, não costuma depender de lei específica. A lógica cobrada pela banca é a da medicina legal clássica: insetos cadavéricos, sobretudo dípteros como as moscas, ajudam a datar o óbito quando os sinais tradicionais já não bastam.