A causa de morte mais frequente de infanticídio é:
- A)associação de vários meios;
Errada, porque a associação de vários meios não é a causa mais frequente de morte no infanticídio.
- B)traumatismo craniencefálico;
Errada, pois traumatismo craniencefálico pode ocorrer, mas não é a causa mais comum.
- C)afogamento;
Errada, já que afogamento não é o mecanismo predominante nas mortes por infanticídio.
- D)ação perfurocortante;
Errada, porque ação perfurocortante pode acontecer, mas está longe de ser a causa mais frequente.
- E)asfixia.
Certa, pois a asfixia é a causa de morte mais frequente nos casos de infanticídio.
Gabarito: E
No infanticídio, a morte costuma acontecer por mecanismos que não exigem grande “espetáculo” de violência. Na prática forense, a causa mais frequente é a asfixia, muitas vezes por sufocação, estrangulamento ou outro meio que impeça a oxigenação do recém-nascido. Isso faz sentido porque o bebê é extremamente vulnerável e pequenos obstáculos à respiração podem ser fatais. Em provas de Medicina Legal, a banca adora cobrar o que é mais comum, não o que parece mais dramático. Então, quando a questão fala em causa de morte mais frequente no infanticídio, pense primeiro em asfixia. Esse é o gabarito E, e ele está de acordo com a doutrina médico-legal clássica sobre a perícia em crimes contra a vida do recém-nascido. Vale lembrar que o infanticídio, no Código Penal, está no art. 123: a mãe mata o próprio filho, durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal. A parte penal define o crime; a Medicina Legal ajuda a identificar como a morte ocorreu. E, nesse ponto, a asfixia aparece com muita frequência. Resumindo sem drama: em recém-nascido, matar por asfixia é infelizmente mais comum do que por armas, golpes ou afogamento. A banca sabe disso e costuma cobrar exatamente esse padrão.