No processo de identificação humana por meio do estudo do esqueleto, pode-se realizar a estimativa do sexo biológico pelas características médico-legais e morfológicas ósseas, examinadas em fase pós-pubertária. Nesse caso, os achados mais evidentes da diferença sexual de relevante importância no chamado dimorfismo encontram-se
- A)na tíbia.
Errada: a tíbia pode auxiliar na estimativa do sexo, mas não é o principal osso de maior dimorfismo sexual.
- B)no crânio.
Errada: o crânio apresenta diferenças sexuais importantes, porém em geral é menos confiável que a pelve para essa finalidade.
- C)na pelve.
Certa: a pelve é a estrutura óssea que melhor expressa o dimorfismo sexual na identificação pós-puberal.
- D)na omoplata.
Errada: a omoplata pode fornecer dados complementares, mas tem valor bem menor do que a pelve na sexagem óssea.
- E)no fêmur.
Errada: o fêmur é útil como apoio na análise, mas não concentra os achados mais evidentes do dimorfismo sexual.
Gabarito: C
Na identificação humana pelo esqueleto, a estimativa do sexo biológico é uma das etapas mais úteis da antropologia forense. Quando a análise é feita em fase pós-pubertária, os ossos que mais entregam o “recado” do dimorfismo sexual são os da pelve, porque ela sofre adaptações ligadas à gestação e ao parto, ficando, em regra, mais ampla e mais delicada no sexo feminino, enquanto no sexo masculino tende a ser mais estreita e robusta. É como se a pelve fosse o documento de identidade mais falante do esqueleto. Além da pelve, o crânio também ajuda bastante, mas costuma ser menos confiável do que ela para definir sexo isoladamente. Outros ossos, como fêmur, tíbia e omoplata, podem colaborar, porém têm valor secundário quando comparados às características pélvicas. Por isso, em provas de Medicina Legal, a banca adora testar qual estrutura tem o maior peso na estimativa sexual e, quase sempre, a resposta passa pela pelve. Esse entendimento é clássico na doutrina médico-legal e na antropologia forense: a pelve é o principal osso para sexagem, seguida do crânio, com os demais elementos servindo como apoio quando o esqueleto está incompleto. Então, no caso da questão, o gabarito C está correto porque é na pelve que se encontram os achados mais evidentes e relevantes do dimorfismo sexual.