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Medicina Legal · CESPE/CEBRASPE · 2025

Questão comentada de Medicina Legal

No processo de identificação humana por meio do estudo do esqueleto, pode-se realizar a estimativa do sexo biológico pelas características médico-legais e morfológicas ósseas, examinadas em fase pós-pubertária. Nesse caso, os achados mais evidentes da diferença sexual de relevante importância no chamado dimorfismo encontram-se

Gabarito: C

Na identificação humana pelo esqueleto, a estimativa do sexo biológico é uma das etapas mais úteis da antropologia forense. Quando a análise é feita em fase pós-pubertária, os ossos que mais entregam o “recado” do dimorfismo sexual são os da pelve, porque ela sofre adaptações ligadas à gestação e ao parto, ficando, em regra, mais ampla e mais delicada no sexo feminino, enquanto no sexo masculino tende a ser mais estreita e robusta. É como se a pelve fosse o documento de identidade mais falante do esqueleto. Além da pelve, o crânio também ajuda bastante, mas costuma ser menos confiável do que ela para definir sexo isoladamente. Outros ossos, como fêmur, tíbia e omoplata, podem colaborar, porém têm valor secundário quando comparados às características pélvicas. Por isso, em provas de Medicina Legal, a banca adora testar qual estrutura tem o maior peso na estimativa sexual e, quase sempre, a resposta passa pela pelve. Esse entendimento é clássico na doutrina médico-legal e na antropologia forense: a pelve é o principal osso para sexagem, seguida do crânio, com os demais elementos servindo como apoio quando o esqueleto está incompleto. Então, no caso da questão, o gabarito C está correto porque é na pelve que se encontram os achados mais evidentes e relevantes do dimorfismo sexual.

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