Um fenômeno imediato da morte
- A)é a apneia.
Certa, porque a apneia é um fenômeno imediato da morte, caracterizado pela parada respiratória.
- B)é o resfriamento do corpo.
Errada, porque o resfriamento do corpo é fenômeno consecutivo, surgindo após a morte.
- C)é a rigidez cadavérica.
Errada, porque a rigidez cadavérica é fenômeno consecutivo, não imediato.
- D)são os livores hipostáticos.
Errada, porque os livores hipostáticos aparecem depois, por ação gravitacional e redistribuição do sangue.
- E)é a autólise.
Errada, porque a autólise é fenômeno transformativo, ligado à decomposição celular.
Gabarito: A
Na tanatologia forense, os fenômenos da morte costumam ser organizados em fases: imediatos, consecutivos e transformativos. Os imediatos aparecem no instante em que a vida cessa ou logo em seguida, e o exemplo clássico cobrado em prova é a apneia, isto é, a parada da respiração. Em outras palavras: o corpo ainda não entrou nos sinais cadavéricos mais famosos, mas a função vital já foi embora. Depois vêm os fenômenos consecutivos, como o resfriamento do corpo, a rigidez cadavérica e os livores hipostáticos, que surgem de modo progressivo nas horas seguintes. Já a autólise entra no grupo dos fenômenos transformativos, ligada à autodestruição celular e à decomposição. Então, quando a questão pergunta por um fenômeno imediato da morte, ela quer aquele sinal que ocorre no exato momento da cessação vital. Por isso, o gabarito é a letra A. A apneia é imediata porque corresponde à interrupção da respiração, um dos primeiros e mais diretos marcos da morte clínica. A banca gosta muito de misturar isso com sinais tardios para ver se você sabe separar o que acontece na hora do óbito do que aparece depois.