O chamado tumor do parto (caput succedaneum), encontrado em um nascituro, consiste em um dos mais importantes sinais de
- A)esgorjamento acidental no canal do parto.
Errada: esgorjamento acidental no canal do parto não tem relação com o caput succedaneum, que é um edema do recém-nascido por compressão obstétrica.
- B)prova de vida durante o parto cefálico.
Certa: o tumor do parto é um sinal de passagem pelo canal do parto e, por isso, indica prova de vida durante o parto cefálico.
- C)feto natimorto.
Errada: natimorto é o feto que nasce sem vida, e o caput succedaneum é justamente um sinal ligado ao nascimento com vida.
- D)infecção pós-aborto.
Errada: infecção pós-aborto não descreve a lesão, que é um achado mecânico do parto e não um processo infeccioso.
- E)aborto retido (intrauterino).
Errada: aborto retido é a permanência do concepto morto no útero, situação incompatível com um sinal típico do parto vivo.
Gabarito: B
O caput succedaneum, conhecido como tumor do parto, é um edema da apresentação fetal, geralmente na cabeça, causado pela pressão sofrida durante o trabalho de parto, especialmente no parto cefálico. Ele pode aparecer logo ao nascimento e costuma ser um sinal de que houve passagem pelo canal do parto, ou seja, de que o feto nasceu com vida e enfrentou o processo expulsivo. Não é lesão de aborto nem marca de natimorto: é uma alteração típica do nascimento. Em linguagem de prova, pense assim: se o bebê tem um sinal produzido pela compressão do parto, isso aponta para vitalidade intra partum, e não para morte anterior ao nascimento. Por isso, o caput succedaneum é utilizado pela Medicina Legal como um indicativo importante de prova de vida durante o parto cefálico. Vale lembrar a diferença em relação ao cefalohematoma: ambos podem aparecer no recém-nascido, mas o caput succedaneum é um edema superficial, cruza suturas e surge logo após o parto, enquanto o cefalohematoma é hemorragia subperióstica, mais delimitada. A doutrina médico-legal clássica trata esse achado como sinal de parto ocorrido com vida. Aqui, portanto, o gabarito está na alternativa que associa o tumor do parto à prova de vida durante o parto cefálico.