A respeito da embriaguez alcoólica, assinale a opção correta.
- A)O álcool é rapidamente absorvido, sendo 50% no estômago e 50% no intestino delgado.
Errada, porque a absorção do álcool não é rigidamente 50% no estômago e 50% no intestino delgado; a maior parte ocorre no intestino delgado.
- B)O consumidor inveterado de álcool apresenta um desvio para a esuerda na curva dose resposta.
Errada, porque o consumidor crônico tende a apresentar tolerância, com desvio para a direita na curva dose-resposta, e não para a esquerda.
- C)Os efeitos depressores de etanol podem provocar uma hiperexcitabilidade adaptativa nos neurônios afetados.
Certa, porque os efeitos depressores do etanol podem induzir adaptação do SNC com hiperexcitabilidade dos neurônios afetados.
- D)Na fase de excitação, surgem as perturbações nervosas, tais como disartria, andar cambaleante, perturbações sensoriais, irritabilidade e tendências a agressões.
Errada, porque esses sinais aparecem mais como manifestações de depressão do SNC e não definem, de forma precisa, a fase de excitação.
- E)Sidra e conhaque são bebidas alcoolizadas obtidas artificialmente pelo adicionamento de álcool aos produtos fermentados.
Errada, porque sidra e conhaque não são bebidas obtidas por adição artificial de álcool aos fermentados; isso descreveria outra lógica de fabricação.
Gabarito: C
A embriaguez alcoólica costuma ser cobrada pela fisiologia da ação do etanol no sistema nervoso central. Em doses crescentes, o álcool primeiro tira um pouco do freio inibitório, o que dá aquela falsa sensação de bem-estar e desinibição; depois, com a progressão, surgem os sinais de depressão do SNC: fala enrolada, marcha instável, lentificação e, em casos mais intensos, rebaixamento importante do nível de consciência. O ponto central da questão é que o etanol tem efeito depressor sobre os neurônios, e o organismo pode reagir com uma hiperexcitabilidade adaptativa para compensar essa depressão. É por isso que o uso repetido pode levar a tolerância e a sintomas de abstinência quando o consumo é interrompido. Esse raciocínio é clássico em Toxicologia Forense e cai muito em prova. No caso da alternativa C, a ideia está correta: os efeitos depressores do etanol podem levar a uma adaptação do sistema nervoso, com hiperexcitabilidade dos neurônios afetados. Em termos práticos, o cérebro tenta se ajustar ao álcool como quem sobe o volume para compensar um som baixo demais. Vale lembrar: na embriaguez, a fase de excitação não é a melhor fase para listar sinais de depressão neurológica profunda; e a absorção, o tipo de bebida e os efeitos variam conforme concentração, presença de alimento e velocidade de ingestão. A prova gosta justamente dessas generalizações meio perigosas.