Após realizar as secções de fragmentos para encaminhamento à anatomia patológica, um técnico de necropsia constatou que a solução conservante havia acabado e o último profissional não havia feito a reposição do material. Nessa situação, em relação ao procedimento adequado para o preparo de uma nova solução, o técnico deve
- A)preparar formaldeído a 37%.
Errada, porque formaldeído a 37% é a solução concentrada de partida, não a forma adequada de conservação dos fragmentos.
- B)preparar uma solução de formol a 10% utilizando água filtrada ou destilada, juntamente com a solução de formaldeído a 37%.
Certa, porque o formol a 10% é preparado a partir de formaldeído a 37% com água filtrada ou destilada, sendo a solução conservante de rotina.
- C)preparar solução de formol tamponado utilizando ácido fosfórico.
Errada, porque o formol tamponado é, em geral, preparado com tampão fosfato, e não com ácido fosfórico isoladamente.
- D)preparar uma solução tampão com pH variável para evitar alterações morfofuncionais nos fragmentos seccionados.
Errada, porque a solução tampão não deve ter pH variável; a ideia é justamente manter pH estável para melhor preservação tecidual.
- E)utilizar o fosfato dibásico (anidro) de sódio, comumente utilizado em algumas soluções conservantes, pois sua estrutura é rica em água.
Errada, porque o fosfato dibásico de sódio é usado como componente tampão em algumas formulações, mas a justificativa dada sobre sua estrutura rica em água não faz sentido técnico.
Gabarito: B
Na rotina de necropsia, a conservação dos fragmentos enviados à anatomia patológica depende da solução fixadora correta. O que costuma cair em prova é a diferença entre formaldeído concentrado e formol a 10%: o primeiro é a matéria-prima, enquanto o segundo é a solução de uso habitual para preservar o tecido sem deixar tudo “cozido” ou distorcido. O formaldeído comercial costuma ter cerca de 37% a 40%, mas isso não é a forma final de uso para conservação de fragmentos. Para o envio à anatomia patológica, o técnico deve preparar formol a 10%, normalmente a partir da solução de formaldeído a 37% e água filtrada ou destilada, porque essa diluição fornece uma fixação adequada e mais segura para o material biológico. Na prática, a lógica é simples: concentrado demais pode prejudicar a preservação morfológica e dificultar o exame; diluído corretamente, o tecido fica estável para análise histopatológica. Por isso, a banca quer que você reconheça a solução padrão de rotina, e não o reagente bruto. Assim, o gabarito B está correto porque descreve exatamente o preparo usual do formol a 10% com água filtrada ou destilada e formaldeído a 37%. Em medicina legal e anatomia patológica, essa é a solução conservante clássica para fragmentos seccionados.