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Medicina Legal · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Medicina Legal

Após realizar as secções de fragmentos para encaminhamento à anatomia patológica, um técnico de necropsia constatou que a solução conservante havia acabado e o último profissional não havia feito a reposição do material. Nessa situação, em relação ao procedimento adequado para o preparo de uma nova solução, o técnico deve

Gabarito: B

Na rotina de necropsia, a conservação dos fragmentos enviados à anatomia patológica depende da solução fixadora correta. O que costuma cair em prova é a diferença entre formaldeído concentrado e formol a 10%: o primeiro é a matéria-prima, enquanto o segundo é a solução de uso habitual para preservar o tecido sem deixar tudo “cozido” ou distorcido. O formaldeído comercial costuma ter cerca de 37% a 40%, mas isso não é a forma final de uso para conservação de fragmentos. Para o envio à anatomia patológica, o técnico deve preparar formol a 10%, normalmente a partir da solução de formaldeído a 37% e água filtrada ou destilada, porque essa diluição fornece uma fixação adequada e mais segura para o material biológico. Na prática, a lógica é simples: concentrado demais pode prejudicar a preservação morfológica e dificultar o exame; diluído corretamente, o tecido fica estável para análise histopatológica. Por isso, a banca quer que você reconheça a solução padrão de rotina, e não o reagente bruto. Assim, o gabarito B está correto porque descreve exatamente o preparo usual do formol a 10% com água filtrada ou destilada e formaldeído a 37%. Em medicina legal e anatomia patológica, essa é a solução conservante clássica para fragmentos seccionados.

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