A presença de rotura da túnica interna da carótida no pescoço é classificada como
- A)sinal de Friedberg.
Errada: Friedberg não corresponde à rotura da túnica interna da carótida no pescoço.
- B)sinal de Amusat.
Certa: o sinal de Amussat é a rotura da íntima da carótida, achado clássico em compressão cervical.
- C)sinal de Ponsold.
Errada: Ponsold não é o nome dado a essa lesão da carótida.
- D)sinal de Thoinot.
Errada: Thoinot não designa a rotura da túnica interna da carótida.
- E)manchas de Tardieux.
Errada: manchas de Tardieu são petequias hemorrágicas, e não lesão da íntima carotídea.
Gabarito: B
Na tanatologia forense, alguns achados do pescoço ajudam a indicar compressão cervical, especialmente em casos de asfixia mecânica. Entre esses achados, a rotura da túnica interna da carótida, isto é, uma lesão da íntima da artéria, recebe o nome de sinal de Amussat. Ele é classicamente associado à ação de estrangulamento e à tração/compressão do pescoço, sendo um achado interno importante na necropsia. A lógica é simples: a carótida, quando sofre estiramento e compressão, pode apresentar essa solução de continuidade da íntima. Por isso, se a questão fala em rotura da túnica interna da carótida no pescoço, ela está apontando diretamente para Amussat. É uma daquelas denominações clássicas que a banca adora cobrar para ver se você reconhece o nome pelo achado anatômico. Vale lembrar que outros sinais citados em Medicina Legal se referem a fenômenos diferentes, como manchas petequiais, fraturas ou equimoses, e não a essa lesão específica da íntima carotídea. Então, aqui o foco é identificar o vínculo entre o nome e o achado: carótida + rotura da túnica interna = Amussat. Em resumo, o gabarito está correto porque o sinal de Amussat é justamente a rotura da íntima da carótida observada em contextos de compressão cervical, principalmente asfixias por constrição.