Em caso de morte provocada por uma instalação elétrica doméstica – eletroplessão –, a identificação do ponto de contato da pele com a fonte de eletricidade poderá ser feita mediante a observação de lesão tecidual conhecida como
- A)sinal de Bonnett.
Errada, porque sinal de Bonnett não é a lesão típica que identifica o ponto de contato na eletroplessão.
- B)úlcera de Röentgen.
Errada, porque úlcera de Röentgen não é o nome clássico da marca elétrica cutânea cobrada nesse contexto.
- C)marca de Jellineck.
Certa, porque a marca de Jellineck é a lesão característica do ponto de contato da pele com a corrente elétrica.
- D)sinal de Lichtenberg.
Errada, porque sinal de Lichtenberg se relaciona a figuras arboriformes em descargas atmosféricas, não ao ponto de contato da eletroplessão doméstica.
- E)mancha de hipóstase.
Errada, porque mancha de hipóstase é fenômeno cadavérico por gravidade, sem relação com a identificação do contato elétrico.
Gabarito: C
Na eletroplessão, a eletricidade atravessa o corpo e pode deixar uma marca bem característica no ponto de entrada da corrente. Esse achado é muito cobrado em Medicina Legal porque ajuda a indicar onde a pele teve contato com a fonte elétrica, funcionando quase como a "assinatura" da descarga. Em linguagem de prova: você procura a lesão típica do contato elétrico, e não apenas sinais genéricos de morte ou queimadura. O nome clássico dessa lesão é a marca de Jellineck. Ela costuma ser uma escara ou lesão arredondada, deprimida, ressecada, às vezes com centro acinzentado e bordas elevadas, compatível com o ponto de contato com a eletricidade. É justamente por isso que o gabarito é a letra C. A lógica da questão é simples: eletroplessão pede identificação do ponto de contato da pele com a corrente elétrica, e isso é feito pela marca de Jellineck. Já os outros nomes da lista não correspondem a esse achado típico. Em concursos, a banca adora trocar o nome da lesão por termos parecidos para ver se você cai no atalho. Se quiser guardar em uma frase: "eletroplessão + ponto de contato + marca de Jellineck". Na doutrina de Medicina Legal, esse é o sinal clássico da lesão elétrica cutânea, muito mais útil do que sinais inespecíficos de hipóstase ou manchas pós-morte.