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Medicina Legal · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Medicina Legal

Em relação à responsabilidade penal nas perícias psiquiátricas, assinale a opção correta.

Gabarito: D

Em psiquiatria forense, a pergunta central quase sempre é: a pessoa conseguia entender o que fazia e se autodeterminar por esse entendimento? No Direito Penal, isso vem do art. 26 do Código Penal. Se a capacidade de entendimento ou de autodeterminação estiver totalmente abolida por doença mental ou desenvolvimento मानसिक? no, in Portuguese. Need proper. Let's write clean: por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, há inimputabilidade. Se houver apenas redução, pode haver diminuição de pena, nos termos do parágrafo único do art. 26. O ponto-chave aqui é não confundir diagnóstico psiquiátrico com efeito jurídico automático. Ter um transtorno mental não torna a pessoa, por si só, inimputável. A perícia precisa avaliar o estado mental na data do fato e verificar o nexo entre o transtorno e a conduta. Sem esse vínculo, o rótulo clínico não vira passe livre jurídico. Por isso a alternativa D está correta: no transtorno de personalidade antissocial, em regra, o indivíduo compreende o significado, as implicações e as consequências de seus atos, embora possa ter impulsividade, frieza afetiva e desprezo pelas normas. Doutrina e prática pericial tratam esses casos como personalidade com preservação do juízo crítico, e não como doença mental que, automaticamente, exclua a imputabilidade. Resumo de prova: inimputabilidade exige incapacidade de entendimento e/ou autodeterminação por causa mental relevante, de forma total no momento do fato. Já personalidade antissocial costuma gerar discussões sobre periculosidade e manejo clínico, mas não sobre inimputabilidade automática. A banca adora esse truque: troca um diagnóstico chamativo por uma consequência jurídica que não existe.

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