The global spread of English has seen the development of English as a Lingua Franca (ELF), where users are defined as:
- A)Individuals whose first language is English and who like to take part in cross-cultural exchanges.
Errada, porque descreve falantes nativos de inglês, enquanto ELF envolve usuários de diferentes línguas maternas.
- B)Citizens of English speaking countries who take part in different oral and written contexts of language use.
Errada, porque restringe a definição a cidadãos de países anglófonos, mas o ELF ultrapassa fronteiras nacionais e a noção de natividade.
- C)Interlocutors from diverse first-language backgrounds for whom English is the chosen language of communication.
Certa, porque define interlocutores de origens linguísticas diversas que usam o inglês como língua de comunicação.
- D)Professionals from all walks of life who need to learn English formally in reference to native-speaker norms.
Errada, porque volta ao modelo centrado em normas de falante nativo, que não é a lógica do English as a Lingua Franca.
- E)EFL learners whose advanced fluency in English allows them to travel and participate in intercultural communication.
Errada, porque trata o inglês como etapa de fluência do aprendiz de EFL, mas ELF não depende de ser aprendiz nem de viajar; depende do uso entre não nativos.
Gabarito: C
A ideia de English as a Lingua Franca (ELF) aparece quando o inglês deixa de ser visto apenas como a língua do falante nativo e passa a funcionar como uma ponte de comunicação entre pessoas de origens linguísticas diferentes. Em outras palavras, o foco sai do "inglês de Londres" ou do "inglês de Nova York" e vai para o uso real da língua em contextos internacionais, acadêmicos, profissionais e interculturais. O importante, aqui, não é imitar um nativo, mas conseguir se comunicar com clareza e eficiência. Esse tema dialoga com a virada comunicativa no ensino de línguas e com discussões atuais da linguística aplicada, que valorizam o uso social da língua. No ELF, os interlocutores normalmente não compartilham a mesma língua materna, então o inglês vira o idioma de escolha para negociar sentidos, resolver mal-entendidos e manter a interação fluindo. É uma visão bem prática, bem "mão na massa" do idioma. Por isso o gabarito é a letra C: ela descreve exatamente interlocutores de diferentes origens linguísticas para os quais o inglês é a língua escolhida de comunicação. Essa definição está alinhada com autores como Jennifer Jenkins, Barbara Seidlhofer e outros estudiosos do ELF, que mostram o inglês como língua internacional de contato, e não como propriedade exclusiva de nativos. As demais alternativas caem em armadilhas clássicas: ou reduzem o inglês a falantes nativos, ou recolocam a ideia de norma nativa como centro, o que contraria a noção de ELF. Em prova, quando aparecer "Lingua Franca", pense logo em comunicação entre diferentes línguas de origem, e não em "inglês para nativo exibir elegância".