Siqueira (2011) holds that to deal with the challenges of teaching a "deterritorialized" language like English, teachers should agree with the following suggestions, except:
- A)Use textbooks and materials produced both locally and internationally.
Correta, porque valoriza o uso de materiais locais e internacionais, ampliando repertórios e evitando um ensino preso a uma única referência cultural.
- B)Introduce students to literary/artistic productions from Africa, Asia and America.
Correta, pois introduzir produções da África, Ásia e América favorece uma visão multicultural e intercultural do inglês.
- C)Recognize intercultural competence as part of English language proficiency.
Correta, já que a competência intercultural integra a proficiência em uma língua global e vai além da gramática tradicional.
- D)Avoid teaching English following the cultural models and practices of native speakers.
Correta, porque evita reproduzir automaticamente modelos culturais e práticas dos falantes nativos como único padrão de ensino.
- E)Assume that English teaching is successful when inner circle countries are given priority.
Errada, porque priorizar os países do inner circle reforça o centramento no falante nativo e contraria a perspectiva deterritorializada do ensino de inglês.
Gabarito: E
A ideia central aqui vem de uma visão mais contemporânea do ensino de inglês: a língua não pertence só aos países de origem tradicional, porque hoje ela circula pelo mundo todo, em contextos culturais muito diferentes. Por isso, o professor não deve tratar o inglês como se fosse um pacote fechado, ligado apenas a um único modelo cultural. Em vez disso, faz mais sentido trabalhar com materiais variados, repertórios multiculturais e a noção de competência intercultural. Na prática, isso significa mostrar ao aluno que inglês também serve para dialogar com produções da África, da Ásia e das Américas, e não apenas com referências do eixo anglófono clássico. Essa postura combina com a noção de inglês como língua global ou franca, em que a comunicação vale mais do que a imitação perfeita de um padrão nativo. É uma orientação compatível com abordagens críticas e interculturais do ensino de línguas. O gabarito é a letra E porque ela vai na contramão dessa lógica. Se o ensino é considerado bem-sucedido quando dá prioridade aos países do inner circle, então a aula continua presa a uma visão centrada no falante nativo e em seus modelos culturais. Isso reforça hierarquias linguísticas e culturais, exatamente o que a proposta de Siqueira critica. Em outras palavras: a banca quer que você perceba que ensinar inglês hoje não é reverenciar um único centro, mas ampliar vozes, usos e culturas. Se a alternativa mantém o inner circle no topo da pirâmide, ela está fora da proposta.