No ensino da língua inglesa, o tratamento da produção escrita como processo pode beneficiar os alunos ao
- A)trabalhar a técnica de scanning, que permite abordar na escrita uma ampla gama de tópicos em um curto período de tempo.
Errada, porque scanning é técnica de leitura para localizar informações específicas, não uma estratégia ligada ao processo de produção escrita.
- B)possibilitar que eles tenham contato com registros linguísticos e sotaques próprios dos falantes nativos da língua inglesa.
Errada, porque contato com registros linguísticos e sotaques próprios da oralidade não caracteriza o tratamento da escrita como processo.
- C)priorizar a correção imediata dos erros gramaticais para evitar a internalização de padrões inadequados.
Errada, porque a abordagem processual valoriza revisão e reescrita, não a correção imediata e punitiva de erros no primeiro momento.
- D)incentivar a experimentação linguística e a expressão individual, promovendo criatividade e autenticidade na escrita.
Certa, porque a escrita como processo estimula tentativa, revisão, criatividade e expressão pessoal do aluno.
- E)facilitar a memorização de vocábulos rebuscados ou de uso incomum.
Errada, porque memorizar vocábulos rebuscados não é o objetivo central da escrita processual, que prioriza construção de sentido e organização textual.
Gabarito: D
Quando a produção escrita é tratada como processo, a ideia não é cobrar um texto perfeito de primeira. O foco passa a ser planejar, redigir, revisar, reescrever e, ao longo disso, fazer o aluno pensar, experimentar e melhorar. Em vez de ver a escrita como uma prova de acerto imediato, ela vira um espaço de construção de sentido. Isso beneficia o aluno porque reduz o medo de errar e abre espaço para tentativa, criatividade e autoria. Na prática, o estudante pode testar ideias, organizar melhor o que quer dizer e ajustar o texto aos poucos. Esse olhar é bem alinhado à abordagem processual da escrita, associada à revisão e reescrita como etapas naturais do aprendizado. Por isso, a alternativa D está correta: incentivar a experimentação linguística e a expressão individual ajuda o aluno a escrever com mais autenticidade e segurança. Em vez de travar por causa da gramática logo no primeiro rascunho, ele aprende que escrever também é lapidar, não só entregar pronto. As demais alternativas fogem da lógica da produção escrita como processo. Elas misturam leitura, oralidade ou memorização de vocabulário com a escrita, quando o foco aqui é justamente o desenvolvimento progressivo do texto e da autoria. Em termos pedagógicos, a banca costuma valorizar essa visão mais construtiva e menos mecanicista da língua.