A equipe de TI do TJSE precisa identificar as causas raiz dos problemas de desempenho do banco de dados de RH, decorrentes de uma recente atualização do sistema. De acordo com as práticas do ITIL v.4, a melhor abordagem é:
- A)voltar o sistema para a versão anterior à atualização;
Errada, porque voltar à versão anterior é uma ação de rollback, útil em emergência, mas não serve como melhor abordagem para identificar a causa raiz.
- B)implementar uma política de restrição de acessos ao banco de dados;
Errada, pois restringir acessos pode ser uma medida de segurança, mas não explica nem diagnostica o problema de desempenho do banco.
- C)contratar um consultor externo para revisar a configuração do banco de dados;
Errada, porque contratar consultor externo pode até ajudar depois, mas não é a prática mais direta nem a primeira medida para analisar a causa do incidente.
- D)utilizar ferramentas de monitoramento de desempenho para identificar gargalos;
Certa, pois ferramentas de monitoramento de desempenho permitem coletar dados e localizar gargalos, apoiando a identificação da causa raiz.
- E)realizar um backup completo do banco de dados antes de fazer qualquer alteração.
Errada, porque backup é medida preventiva importante, mas não resolve a análise do problema nem ajuda a descobrir sua origem.
Gabarito: D
No ITIL v4, quando aparece um problema de desempenho depois de uma atualização, a lógica não é sair trocando tudo no escuro. Primeiro, você precisa entender o que está acontecendo, coletar evidências e localizar a causa raiz. É aí que entram as práticas de monitoramento e gestão de eventos, que ajudam a observar o comportamento do serviço e apontar onde o gargalo está surgindo. A ideia é simples: antes de decidir se o problema está no banco de dados, na aplicação, na rede ou na própria atualização, você mede, compara e analisa. Ferramentas de monitoramento de desempenho mostram uso de CPU, memória, I/O, consultas lentas, filas e outros sinais que ajudam a enxergar o ponto de estrangulamento. Sem isso, qualquer ação vira chute elegante. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela é a única alternativa alinhada à abordagem do ITIL v4 para investigação e diagnóstico de problemas, que valoriza análise baseada em dados para identificar causas raiz. O objetivo aqui não é simplesmente restaurar, restringir acessos ou chamar alguém de fora, mas descobrir o que, de fato, está degradando o serviço. As demais opções até podem aparecer em outras fases da gestão, mas não são a melhor primeira resposta para identificar a causa raiz do problema. Em concurso, a banca gosta justamente desse detalhe: ela descreve um sintoma operacional e quer a prática de observação e diagnóstico, não uma medida apressada de contenção.