Lúcia é a gerente designada para um novo projeto que produzirá um software de apoio ao controle interno de uma Procuradoria Geral. Como estratégia de resposta a ameaças, Lúcia decidiu desenvolver um protótipo com uma equipe interna antes de licitar os serviços de desenvolvimento de uma fábrica de software. A estratégia de resposta a ameaças utilizada por Lúcia foi:
- A)escalar;
Escalar não é resposta ao risco em si, mas levar a decisão para outro nível hierárquico quando a ameaça foge da alçada do gerente.
- B)mitigar;
Correta, porque o protótipo reduz a incerteza e o impacto de falhas futuras, atuando diretamente para diminuir o risco.
- C)aceitar;
Aceitar seria conviver com o risco sem ação relevante de tratamento, o que não aconteceu aqui.
- D)prevenir;
Prevenir é mais usado como ideia de evitar a ocorrência de um problema, mas na lógica de risco a ação descrita é de redução da ameaça, isto é, mitigação.
- E)transferir.
Transferir seria repassar o risco a um terceiro, como em contrato ou seguro, e o enunciado mostra o contrário ao manter a equipe interna no teste inicial.
Gabarito: B
Em gerenciamento de riscos, a resposta à ameaça precisa escolher o que fazer com o risco: evitar, mitigar, transferir ou aceitar. Em prova, a palavra-chave costuma ser a consequência prática da decisão, não o rótulo bonito do plano. Se você identifica uma ameaça e adota uma ação para reduzir sua probabilidade ou seu impacto, você está falando de mitigação. No enunciado, Lúcia decidiu desenvolver um protótipo com equipe interna antes de contratar a fábrica de software. Isso é uma medida para diminuir incertezas, testar requisitos e reduzir o risco de contratar algo mal especificado. Ou seja, ela não eliminou o projeto, nem passou o risco para outra empresa, nem ficou inerte: ela atuou para reduzir o risco. Por isso, o gabarito é a letra B, mitigar. Em linguagem de gestão de riscos, mitigar é implementar controles para reduzir a exposição ao risco, seja baixando a chance de ele acontecer, seja diminuindo seu impacto. É o clássico "vamos testar antes de comprar o susto". As alternativas trazem verbos bem parecidos, mas a FGV costuma cobrar exatamente essa distinção. Aqui, o protótipo interno é uma ação concreta de tratamento do risco, típica de mitigação, e não de aceitação, prevenção genérica, transferência contratual ou escalonamento.