Em virtude da crise sanitária vivida em função da Covid-19, os funcionários do Ministério Público de Goiás (MP-GO) foram informados da necessidade de se fazer, de forma temporária, o trabalho remoto. Camila, administradora da rede, identificou que tal atividade geraria uma sobrecarga dos recursos existentes. Como o MP-GO faz uso das melhores práticas de gestão, Camila foi buscar essa informação no modelo COBIT. Para criar uma estratégia de governança para evitar interrupções nos seus serviços, de acordo com o COBIT, Maria deve focar no gerenciamento de
- A)continuidade.
Correta, porque continuidade é justamente o foco em prevenir interrupções e manter serviços essenciais funcionando.
- B)problemas.
Errada, pois gerenciamento de problemas trata da causa raiz de incidentes, não da estratégia ampla para garantir continuidade dos serviços.
- C)performance e monitoramento de conformidade.
Errada, porque performance e monitoramento de conformidade ajudam a acompanhar resultados e aderência, mas não são o eixo principal de prevenção de interrupções.
- D)operações.
Errada, já que operações cuidam da execução rotineira, mas a questão pede uma estratégia de governança para resistir a paralisações.
- E)mudanças.
Errada, porque mudanças tratam de controlar alterações no ambiente, não de estruturar a continuidade dos serviços em cenário de crise.
Gabarito: A
No COBIT, quando a organização quer evitar que os serviços parem ou sofram interrupções relevantes, o foco cai em continuidade. A ideia é simples: se acontecer um problema previsível ou um evento inesperado, a operação não pode ficar de joelhos. Por isso, o modelo trata a continuidade como parte da governança e da gestão, com processos para manter os serviços essenciais funcionando e recuperar rapidamente o que for afetado. Na prática, isso conversa diretamente com situações como trabalho remoto, aumento de demanda e sobrecarga de recursos. Antes de pensar só em tecnologia, o COBIT pede visão de risco, priorização de serviços críticos e plano para sustentar a entrega do negócio. É aquele clássico: não adianta o sistema ser bonito se cair na primeira onda de uso. Por isso o gabarito é a letra A. "Gerenciamento de continuidade" é o caminho certo para criar estratégia de governança voltada a evitar interrupções e garantir que os serviços continuem disponíveis. Em termos de COBIT, isso se conecta à proteção e à resiliência dos serviços e da informação, especialmente em cenários de crise. As demais alternativas até parecem plausíveis, mas não resolvem o núcleo do problema. Problemas, mudanças, operações e monitoramento podem ser relevantes no dia a dia, mas a pergunta quer a estratégia para impedir paralisações. A palavra-chave aqui é continuidade.