A gestão de riscos – que contempla a avaliação do risco – combina cultura, sistemas e processos empreendidos por uma organização para coordenar a identificação e o gerenciamento do risco, sendo que uma gestão de riscos bem feita irá prevenir danos ou reduzirá o seu efeito. São características atribuídas à eficácia da gestão de riscos de acordo com a norma ISO 31.000:
- A)Criar e proteger valor e considerar somente fatores culturais.
Errada, porque a ISO 31000 não considera somente fatores culturais; ela é bem mais ampla e envolve integração, estrutura, informação e contexto.
- B)Fazer referência explícita à incerteza e considerar somente fatores culturais.
Errada, porque a norma não se limita a fatores culturais e também não define gestão de riscos apenas como referência à incerteza de forma isolada.
- C)Fazer parte da tomada de decisão e ser estática; iterativa; e, responsiva à mudança.
Errada, porque a gestão de riscos deve fazer parte da tomada de decisão, mas não pode ser estática; ela é dinâmica, iterativa e responsiva à mudança.
- D)Constituir parte integral de todo processo organizacional e facilitar o processo de melhoria contínua da organização.
Certa, porque a ISO 31000 prevê a gestão de riscos como parte integral dos processos organizacionais e voltada a apoiar a melhoria contínua.
Gabarito: D
A ISO 31000 trata gestão de riscos como algo que deve estar no centro da organização, e não como um “departamento isolado” resolvendo problema só quando a crise aparece. A ideia é integrar risco à estratégia, aos processos e às decisões do dia a dia, justamente para aumentar a chance de alcançar objetivos e evitar surpresas desagradáveis. Na norma, gestão de riscos é parte integrante de todos os processos da organização e não um evento pontual. Ela também deve apoiar a melhoria contínua, porque risco não é foto, é filme: o cenário muda, os riscos mudam e a resposta precisa acompanhar essa mudança. É por isso que a alternativa D está correta. Ela traduz dois pontos bem alinhados à ISO 31000: a gestão de riscos deve constituir parte integral de todo processo organizacional e deve facilitar a melhoria contínua da organização. Isso aparece entre os princípios da norma, que também destacam integração, estruturação, personalização, inclusão e dinamismo. As demais alternativas tropeçam ao reduzir demais a gestão de riscos, como se ela considerasse apenas um aspecto ou como se fosse estática. A ISO 31000 faz o contrário: ela amplia a visão e coloca o risco como apoio real à tomada de decisão e ao desempenho organizacional.