No campo das organizações públicas, projetos costumam sofrer forte influência de decisões políticas, aspectos legais e restrições orçamentárias, alterando-se, ao longo do tempo, em alguns casos. Nesse sentido, é premente que
- A)projetos que não cumpram os prazos estipulados, para cada marco e/ou entrega parcial, sejam imediatamente descontinuados.
Errada, porque descumprimento de prazo não leva automaticamente à descontinuação imediata do projeto; primeiro devem ser avaliados impacto, causa e possibilidade de replanejamento.
- B)todos os riscos inerentes a um projeto sejam mapeados e monitorados pelas partes interessadas e envolvidas.
Errada, porque todos os riscos podem ser identificados e monitorados, mas isso não é uma exigência absoluta nem garante que serão todos mapeados na prática.
- C)o custo de realização de um projeto novo, comporte 30% do orçamento para eventualidades.
Errada, porque reservar 30% do orçamento para eventualidades não é regra do PMBOK nem padrão geral de projetos; reserva deve ser definida conforme análise de riscos e contexto.
- D)o prazo informado, no início do projeto, seja duas vezes superior ao prazo realmente necessário para concluí-lo.
Errada, porque dobrar o prazo de início não é prática técnica nem referência de gerenciamento de projetos; seria uma estimativa artificial e ineficiente.
- E)mudanças de escopo sejam gerenciadas de forma eficaz, evitando atrasos na entrega, aumento de custos e perda de qualidade nos resultados do projeto.
Certa, porque o controle eficaz de mudanças de escopo é essencial para evitar impactos negativos em prazo, custo e qualidade, especialmente no setor público.
Gabarito: E
Em projetos, especialmente no setor público, a rotina raramente é “reta”. O projeto pode ser afetado por mudança de governo, exigências legais, contingenciamento de verba, auditorias e novas prioridades institucionais. Por isso, não basta ter um plano bonito no papel: você precisa de gestão de mudanças bem feita, para que qualquer alteração de escopo seja analisada, aprovada e incorporada sem bagunçar prazo, custo e qualidade. No PMBOK, mudanças de escopo são tratadas como parte do controle integrado de mudanças e do controle do escopo. A ideia é simples: quando algo muda, você não improvisa; você avalia impacto, registra, aprova e atualiza o projeto. Isso evita o clássico efeito dominó, em que uma mudança pequena vira atraso, gasto extra e entrega capenga. É exatamente isso que a alternativa E cobra. Em ambiente público, mudanças mal controladas podem comprometer a entrega do produto, gerar aumento de custos e prejudicar a qualidade final. Então, o que se prega é gerenciamento eficaz das mudanças, com processos formais e decisão técnica, e não soluções mágicas nem cortes bruscos. As demais alternativas tentam parecer “rigorosas” ou “prudentes”, mas exageram ou criam regras artificiais. Em prova, quando o enunciado fala de influência política, legal e orçamentária, pense logo em adaptação, controle e governança das mudanças, que é o coração da resposta.