Em crianças com encefalopatia crônica não progressiva, um problema comumente encontrado é a espasticidade, o que acaba por interferir diretamente nas atividades funcionais do paciente. São medidas úteis para essa disfunção: I - Uso de toxinas botulínicas. II - Medicamentos como Baclofeno e Diazepam. III - Rizotomia dorsal.
- A)Apenas I e II estão corretas.
Errada, porque toxina botulínica e Baclofeno/Diazepam são úteis, mas a rizotomia dorsal também é uma medida válida no manejo da espasticidade.
- B)Apenas I e III estão corretas.
Errada, porque a toxina botulínica também é indicada para espasticidade, especialmente quando o problema é mais focal.
- C)Apenas II e III estão corretas.
Errada, porque Baclofeno e Diazepam são medicamentos clássicos no controle da espasticidade, então não podem ser excluídos.
- D)I, II e III estão corretas.
Certa, porque toxina botulínica, Baclofeno/Diazepam e rizotomia dorsal são medidas úteis para o controle da espasticidade na encefalopatia crônica não progressiva.
- E)Apenas uma das afirmativas (I, II ou III) está correta.
Errada, porque mais de uma afirmativa está correta; na verdade, as três medidas citadas são reconhecidas como úteis.
Gabarito: D
Na encefalopatia crônica não progressiva, a espasticidade é uma das alterações mais comuns e pode atrapalhar desde o posicionamento até a marcha, o uso das mãos e a higiene. Por isso, o tratamento costuma ser combinado, nada de apostar em uma única “mágica” para resolver tudo. A ideia é reduzir o tônus excessivo, melhorar a função e facilitar o cuidado diário da criança. A toxina botulínica é muito usada para diminuir a espasticidade focal, porque age reduzindo a contração muscular excessiva em músculos específicos. Já medicamentos como Baclofeno e Diazepam ajudam no controle da espasticidade de forma sistêmica, sendo úteis em muitos casos, principalmente quando o quadro é mais difuso ou há impacto importante no conforto e na função. A rizotomia dorsal também é uma medida válida em casos selecionados, especialmente quando a espasticidade é importante e o objetivo é reduzir de forma mais duradoura a hiperatividade muscular. Ela atua interrompendo estímulos sensitivos que alimentam o reflexo de estiramento, o que ajuda a baixar o tônus. Em termos de concurso, o raciocínio é simples: as três medidas são reconhecidas como recursos úteis no manejo da espasticidade na paralisia cerebral. Por isso, o gabarito é D: I, II e III estão corretas. Não existe truque conceitual aqui: a questão cobra justamente o tratamento da espasticidade com opções farmacológicas e procedimentos mais invasivos, todas com indicação possível conforme o caso clínico.