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Fisioterapia · UERJ · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Segundo as Diretrizes Práticas de Reabilitação Pulmonar da Associação Americana de Reabilitação Cardiovascular e Pulmonar, em caso de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o treinamento muscular inspiratório deve ser considerado:

Gabarito: B

Na DPOC, o treinamento muscular inspiratório não é para todo mundo de forma automática, como se fosse um carimbo de "faça para todos". As Diretrizes Práticas de Reabilitação Pulmonar da Associação Americana de Reabilitação Cardiovascular e Pulmonar indicam esse recurso principalmente quando há fraqueza da musculatura inspiratória e queixa de dispneia, porque aí o músculo inspiratório está realmente pedindo socorro. A lógica é simples: se o diafragma e os músculos acessórios estão trabalhando mal, o esforço para inspirar aumenta e a falta de ar aparece mais cedo. Nesses casos, o treinamento pode melhorar força inspiratória, tolerância ao esforço e sintoma de falta de ar. Ou seja, ele faz mais sentido quando existe limitação funcional relacionada à musculatura inspiratória. Por isso o gabarito é a letra B. Ela traduz bem a indicação prática: paciente com diminuição da força muscular inspiratória e falta de ar. Não basta olhar um número isolado de pressão inspiratória máxima como se ele resolvesse toda a história clínica. Em prova, a banca gosta de cobrar a ideia de indicação seletiva, e não indiscriminada. Em resumo: na DPOC, o treinamento muscular inspiratório entra quando há fraqueza inspiratória associada a dispneia, especialmente dentro de um programa de reabilitação pulmonar bem montado.

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