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Fisioterapia · OMNI · 2021

Questão comentada de Fisioterapia

Em relação ao tratamento fisioterapêutico na esclerose múltipla, é INCORRETO afirmar que:

Gabarito: A

Na esclerose múltipla, a fisioterapia precisa acompanhar a fase da doença e o estado clínico do paciente. Em fases de surto ou agudização, a prioridade costuma ser preservar função com exercícios mais leves, amplitudes de movimento, prevenção de encurtamentos e cuidado com fadiga e sobrecarga. Já em fases mais estáveis ou remissivas, dá para avançar com exercícios ativos, sempre com controle de esforço e pausas, porque o paciente costuma tolerar melhor a atividade. Um ponto clássico é que o calor excessivo pode piorar temporariamente os sintomas, fenômeno conhecido como labilidade à temperatura, então a orientação é evitar aumento de temperatura corporal durante o exercício. Isso ajuda a não provocar piora transitória da condução nervosa e da performance funcional. Nada de transformar a sessão em sauna fitness. A alternativa A está incorreta porque afirma que, na fase remissiva, os exercícios ativos serão mais intensos, mas sempre sem ocorrer fadiga nem aumento da temperatura corpórea, associando esses fatores ao aparecimento de novos surtos. O problema é que fadiga e calor podem piorar sintomas e desempenho, mas não são considerados, de forma simplista, gatilhos diretos e obrigatórios de novos surtos. A lógica fisioterapêutica é controlar intensidade, pausas e temperatura para evitar piora clínica, não afirmar causalidade direta desse jeito. As demais alternativas seguem a linha esperada: na fase aguda, condutas mais passivas e preventivas; para espasticidade, uso de recursos como crioterapia pode ajudar; e a EDSS de Kurtzke é de fato a escala mais usada para graduar incapacidade na esclerose múltipla.

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