Na inspeção estática do tórax, o fisioterapeuta pode identificar os seguintes achados semiológicos, exceto:
- A)Pectus excavatum.
Correta, pois o pectus excavatum é uma deformidade da parede torácica percebida na inspeção estática.
- B)Escoliose.
Correta, porque a escoliose altera o alinhamento postural e pode ser identificada visualmente na inspeção do tórax.
- C)Padrões respiratórios anormais.
Errada, pois padrões respiratórios anormais pertencem à inspeção dinâmica, não à inspeção estática.
- D)Concavidade do esterno.
Correta, já que a concavidade do esterno é um achado morfológico observável na parede torácica.
- E)Abaulamentos.
Correta, porque abaulamentos são alterações de relevo do tórax verificadas na inspeção estática.
Gabarito: C
Na inspeção estática do tórax, você observa a forma e o contorno da caixa torácica, sem depender do movimento respiratório. É aqui que entram achados como pectus excavatum, escoliose, concavidades, abaulamentos e outras deformidades da parede torácica. Em outras palavras: primeiro você olha a estrutura, depois avalia como ela se mexe, porque o tórax não é um objeto de decoração, embora às vezes tente parecer um projeto de arquitetura mal resolvido. O pectus excavatum é a depressão do esterno, a escoliose pode alterar a simetria torácica e a concavidade do esterno também é um achado estrutural visível na inspeção. Abaulamentos, por sua vez, também fazem parte da análise morfológica do tórax, podendo sugerir alterações locais ou deformidades da parede torácica. Já os padrões respiratórios anormais não são achados da inspeção estática, porque dependem da observação do movimento ventilatório. Para reconhecer respiração paradoxal, superficial, bradipneia, taquipneia ou uso de musculatura acessória, você precisa avaliar a dinâmica respiratória. Por isso, essa alternativa foge do campo da inspeção estática e é a exceção pedida pela questão. Na prática fisioterapêutica, a divisão entre inspeção estática e dinâmica é clássica na avaliação respiratória: a primeira olha o formato do tórax, e a segunda observa o padrão ventilatório e o esforço respiratório. Isso ajuda a organizar a semiologia e evita confundir deformidade torácica com comportamento respiratório.