A presença de dor junto à interlinha articular medial após rotação externa, pode caracterizar lesão do menisco medial. Quando se realiza rotação interna com sintomatologia junto à interlinha articular lateral, pode-se estar diante de uma lesão do menisco lateral. As rupturas de menisco podem ser diagnosticadas pelo fisioterapeuta através do teste:
- A)Trendelenburg.
Trendelenburg avalia insuficiência do glúteo médio e instabilidade pélvica, não lesão de menisco.
- B)Ober.
Ober é usado para encurtamento da banda iliotibial, não para diagnosticar ruptura meniscal.
- C)Mc Murray.
McMurray é o teste clássico para suspeita de lesão meniscal, reproduzindo dor e/ou estalo na interlinha articular.
- D)Sinal de Tinel.
Sinal de Tinel investiga irritação neural, como em neuropatias compressivas, e não lesão meniscal.
- E)Thomas.
Thomas avalia encurtamento de flexores do quadril, especialmente o iliopsoas, e não o joelho meniscal.
Gabarito: C
As lesões de menisco são muito cobradas em prova porque costumam dar dor na interlinha articular, estalos e sensação de travamento no joelho. Em geral, o fisioterapeuta suspeita do problema pelos sinais clínicos e pelos testes ortopédicos feitos com rotação da tíbia e flexo-extensão do joelho. É um daqueles temas em que o nome do teste já quase entrega a lógica do movimento, então vale decorar com carinho. No caso descrito, a dor na interlinha medial durante a rotação externa sugere lesão do menisco medial, e a dor na interlinha lateral durante a rotação interna sugere lesão do menisco lateral. Esse padrão é classicamente pesquisado pelo teste de McMurray, que provoca compressão e cisalhamento meniscal durante a manobra, ajudando a reproduzir a dor e, às vezes, o clique articular. Por isso, o gabarito é a letra C. O teste de McMurray é um dos exames clínicos mais conhecidos para avaliar ruptura meniscal, especialmente quando há história de dor localizada na interlinha articular associada a rotação do joelho. Em prova, quando aparecer rotação interna/externa com dor na interlinha, pense primeiro nele. As outras alternativas são testes de outras regiões ou outras alterações musculoesqueléticas, então a banca costuma misturar tudo para ver se você reconhece o teste pelo nome e pela finalidade. Aqui, não tem segredo de cirurgia, lei ou jurisprudência: é raciocínio clínico clássico da ortopedia funcional.