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Fisioterapia · IDESG · 2025

Questão comentada de Fisioterapia

A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas do diabetes mellitus. Acerca das intervenções fisioterapêuticas nesta condição, é correto afirmar:

Gabarito: C

A neuropatia diabética costuma trazer dor, formigamento, perda de sensibilidade e instabilidade na marcha. Por isso, a fisioterapia não entra para “curar o nervo”, mas para melhorar função, reduzir risco de quedas e aumentar autonomia no dia a dia. É aquele tipo de cuidado que foca no que mais atrapalha o paciente na prática: andar com segurança, sentir o corpo melhor e ganhar confiança no movimento. Entre as estratégias mais úteis estão exercícios de equilíbrio, treino proprioceptivo, fortalecimento muscular, treino de marcha e orientações para proteção dos pés. Como a sensibilidade pode estar alterada, o paciente perde informações importantes sobre posição e contato com o solo, o que aumenta o risco de tropeços e quedas. Então, trabalhar equilíbrio e propriocepção faz bastante sentido clínico, especialmente em neuropatia periférica diabética. A alternativa C está correta porque esses exercícios ajudam a compensar parte do déficit sensorial e melhoram o controle postural. Na prática, isso pode reduzir instabilidade, melhorar a segurança funcional e diminuir a chance de quedas. É uma intervenção bem alinhada com o raciocínio fisioterapêutico em neurologia: se a entrada sensorial falha, você treina o sistema a organizar melhor as informações que ainda restam. Já o fortalecimento de membros inferiores não é contraindicado, e a TENS pode sim ser usada como recurso adjuvante para analgesia em alguns casos. Massoterapia até pode aliviar desconforto de forma temporária, mas não é a principal estratégia para dor neuropática nem resolve o problema funcional central. Ou seja, na neuropatia diabética, o foco é funcional, preventivo e seguro, não apenas “relaxante”.

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