O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é uma estratégia terapêutica que deve ser iniciada com acolhimento, empatia e vínculo com o sujeito. O PTS é utilizado em situações mais complexas mas também pode ser usado em qualquer equipe para discussão e responsabilização de problemas. Entre suas fases de construção, pode-se destacar o diagnóstico, que prima pelo delineamento da situação problema, identificando os aspectos sociais, psicológicos e orgânicos que influenciam no caso. É importante, nessa etapa, identificar os sujeitos envolvidos, os padrões de repetição genético e de hábitos de vida e a rede de apoio existente. As ferramentas úteis para identificar esses elementos são
- A)o Genograma e o Ecomapa.
Correta, porque o Genograma e o Ecomapa são ferramentas usadas para mapear dinâmica familiar, vínculos, padrões de repetição e rede de apoio.
- B)o Ecomapa e a Escala de Coelho e Savassi.
Errada, porque o Ecomapa até ajuda a visualizar a rede de apoio, mas a Escala de Coelho e Savassi é voltada para estratificação de vulnerabilidade familiar, não para esse mapeamento combinado.
- C)a Escala de Coelho e Savassi e Genograma.
Errada, porque a Escala de Coelho e Savassi não substitui o Genograma na identificação da estrutura e dos padrões familiares.
- D)a Escala de Coelho e Savassi e o APGAR.
Errada, porque o APGAR avalia funcionalidade familiar, mas não faz o mapeamento detalhado de relações e rede social pedido no enunciado.
Gabarito: A
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é uma ferramenta bem usada na atenção à saúde quando o caso é mais complexo e precisa ser cuidado de forma compartilhada. A ideia é simples na teoria e poderosa na prática: olhar para a pessoa além do sintoma, entendendo sua história, sua família, seu contexto social e o que ajuda ou atrapalha seu cuidado. Por isso, o PTS começa com acolhimento, escuta qualificada, empatia e construção de vínculo. Na fase de diagnóstico do PTS, a equipe tenta desenhar o problema com o máximo de clareza possível. Não basta saber qual doença existe; é preciso entender os aspectos orgânicos, psicológicos e sociais envolvidos. Nessa hora, entram ferramentas clássicas da avaliação familiar e da rede de apoio, porque elas ajudam a enxergar quem faz parte da vida do sujeito e como essas relações influenciam o caso. É aí que o gabarito A faz sentido. O Genograma organiza visualmente a composição e os padrões familiares, incluindo vínculos, repetição de hábitos e eventos importantes na família. Já o Ecomapa mostra a rede de relações e apoios do sujeito com a comunidade, serviços e pessoas próximas. Juntas, essas ferramentas ajudam exatamente no que o enunciado pediu: identificar os sujeitos envolvidos, padrões de repetição e rede de apoio. Então, se você pensou em instrumentos que revelam família e contexto social, acertou o caminho. O PTS é muito menos sobre receita pronta e muito mais sobre entender o cenário inteiro para construir cuidado realista e compartilhado.