Equipamentos para pessoas com disfunções do SNC podem ser considerados como suportes para permitir alinhamento e estabilização, sem impedir o desenvolvimento motor. Em um paciente hemiplégico, as tipoias são utilizadas para
- A)reverter uma subluxação.
Errada: a tipoia não reverte subluxação, ela apenas ajuda a sustentar e proteger o membro.
- B)evitar estiramento capsular.
Certa: a tipoia reduz a tração sobre a articulação e ajuda a evitar estiramento capsular no ombro hemiplégico.
- C)apoiar paciente na posição supina.
Errada: apoiar o paciente em decúbito supino é função de posicionamento na cama, não da tipoia.
- D)estimular os movimentos do ombro afetado sem dor.
Errada: a tipoia não estimula movimento do ombro; ela prioriza suporte e proteção, não mobilização ativa.
- E)compensar a perda de controle tronco/ membros.
Errada: compensar perda de controle de tronco e membros é um objetivo mais amplo de outros recursos de estabilização, não da tipoia em si.
Gabarito: B
As tipoias são órteses/suportes muito usadas na hemiplegia para posicionar o membro superior de forma mais segura, evitando que o peso do braço traga tração excessiva sobre estruturas já fragilizadas. Em outras palavras: elas não servem para “dar força”, mas para manter alinhamento, proteger tecidos e diminuir o risco de deformidades por posicionamento inadequado. No paciente hemiplégico, o ombro flácido e mal sustentado pode ficar sujeito a estiramento da cápsula articular, especialmente quando o membro fica pendente por muito tempo. A tipoia ajuda justamente a reduzir esse estresse mecânico, dando suporte ao membro superior e prevenindo dor e lesões secundárias. Por isso, o gabarito é a letra B. A ideia central é proteção e posicionamento, não recuperação imediata da função. Em reabilitação neurológica, o equipamento entra como coadjuvante: organiza o corpo, mas não faz milagre sozinho, infelizmente.