As Percussões Torácicas Manuais (PTM) ou tapotagem, auxiliam na remoção de muco por ação mecânica. No recém-nascido lactente, a técnica de PTM é limitada devido à(ao)
- A)viscosidade em base pulmonar.
Errada, porque a viscosidade do muco não é o fator que limita especificamente a tapotagem no recém-nascido.
- B)alta complacência da caixa torácica.
Certa, porque a alta complacência da caixa torácica do lactente reduz a eficiência da percussão e limita a transmissão da vibração.
- C)baixa complacência da caixa torácica.
Errada, porque o enunciado aponta justamente o oposto: no recém-nascido a caixa torácica é mais complacente, não menos.
- D)deslocamento de secreção limitado a faringe.
Errada, porque a técnica de percussão torácica não se limita a deslocar secreção apenas para a faringe.
- E)deslocamento de secreção limitado às narinas.
Errada, porque o efeito da percussão não se restringe às narinas e isso não explica a limitação da técnica no recém-nascido.
Gabarito: B
As percussões torácicas manuais, também chamadas de tapotagem, são uma técnica de higiene brônquica usada para ajudar a soltar secreções pelo efeito mecânico sobre a parede torácica. A ideia é gerar vibração e mobilizar o muco para que ele saia com mais facilidade, principalmente em pacientes que têm dificuldade de eliminar secreções por conta própria. No recém-nascido e no lactente, essa técnica fica limitada porque a caixa torácica é muito complacente, ou seja, é mais maleável e deforma com facilidade. Em vez de transmitir a vibração de forma eficiente para os pulmões, a parede torácica amortece parte do estímulo. É como tentar bater numa bexiga muito molinha: a energia não se transmite tão bem quanto em uma estrutura mais rígida. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A alta complacência da caixa torácica do bebê reduz a eficácia da percussão e também aumenta o risco de desconforto e de colapso de pequenas vias aéreas, o que exige bastante cautela na escolha e na aplicação da técnica. Na prática, a fisioterapia neonatal e pediátrica sempre valoriza a anatomia do paciente antes de sair “tapando” tudo pela frente. Em resumo: em recém-nascidos, o problema não é a secreção estar presa na faringe ou nas narinas, e sim a própria característica mecânica da parede torácica, que limita a transmissão da manobra. É uma daquelas questões clássicas em que a banca cobra fisiologia aplicada com um detalhe anatômico bem cobrado.