As amputações clássicas de membros inferiores podem ser divididas em trans-ósseas e as desarticulações. A desarticulação de Lisfranc corresponde à amputação no nível de
- A)interfalangianas.
Errada, porque as articulações interfalangianas ficam nos dedos, muito mais distais que a desarticulação de Lisfranc.
- B)metatarso-falangianas.
Errada, porque as metatarso-falangianas correspondem à base dos dedos, e não ao nível tarsometatarsiano.
- C)tarso-metatarsianas.
Certa, pois a desarticulação de Lisfranc ocorre na articulação tarso-metatarsiana.
- D)trans-tarsal.
Errada, porque a amputação trans-tarsal é em outro plano do pé, não na linha de Lisfranc.
- E)e tornozelo.
Errada, porque o nível do tornozelo corresponde a uma desarticulação muito mais proximal do que Lisfranc.
Gabarito: C
Nas amputações de membro inferior, vale separar dois grandes grupos: as trans-ósseas, quando o corte atravessa o osso, e as desarticulações, quando a amputação acontece exatamente na articulação. É aquela lógica de anatomia aplicada ao mundo real: em vez de “serrar” o osso, o cirurgião remove o segmento pela articulação correspondente. A desarticulação de Lisfranc é a amputação ao nível tarsometatarsiano, isto é, na articulação entre o tarso e os metatarsos. Na prática, isso significa retirar o antepé preservando o retropé, com base no complexo articular de Lisfranc. Por isso o gabarito é a alternativa C. Essa nomenclatura costuma cobrar memória anatômica fina. Se você associar Lisfranc ao conjunto tarsometatarsiano, já resolve a questão sem sofrimento. É um clássico das amputações do pé, junto com Chopart, que fica em outro nível articular do mediopé. Em prova, a banca gosta de misturar nomes de desarticulações com níveis mais distais ou mais proximais para ver se você conhece o mapa do pé. Aqui, o ponto central é que Lisfranc não é interfalangiana, nem metatarsofalangiana, nem tornozelo: é tarso-metatarsiana mesmo.