Em semiologia respiratória, para se observar uma correlação clínica, é importante anotar o sexo biológico do paciente, pois algumas patologias são mais comuns em um sexo do que em outro. Uma patologia muito comum em mulheres é
- A)a anemia falciforme.
Errada, porque anemia falciforme não é a associação clássica cobrada como patologia respiratória mais comum em mulheres nesta abordagem de semiologia respiratória.
- B)o adenocarcinoma brônquico.
Certa, porque o adenocarcinoma brônquico é um subtipo de câncer de pulmão com maior incidência no sexo feminino em comparação com outros padrões clássicos.
- C)a tuberculose.
Errada, porque a tuberculose não é a principal patologia lembrada pela diferença por sexo neste tipo de questão.
- D)o enfisema.
Errada, porque o enfisema está mais ligado ao tabagismo e não é a patologia mais associada ao sexo feminino na forma como a questão foi formulada.
- E)a bronquite crônica.
Errada, porque bronquite crônica também se relaciona principalmente ao tabagismo, sem ser a associação epidemiológica típica de maior ocorrência em mulheres.
Gabarito: B
A questão explora um detalhe de semiologia que cai muito em prova: ao colher a história clínica, você deve lembrar que sexo biológico pode influenciar a frequência de algumas doenças. Isso ajuda a montar hipóteses diagnósticas mais prováveis sem sair atirando para todo lado. No caso da semiologia respiratória, o adenocarcinoma brônquico é um tipo de câncer de pulmão que apresenta maior incidência em mulheres, especialmente em comparação com outros subtipos clássicos ligados ao tabagismo. Em termos práticos, a banca quer que você associe a patologia a um perfil epidemiológico mais comum no sexo feminino. Já as demais alternativas fogem desse padrão. Enfisema e bronquite crônica são fortemente associados ao tabagismo e, historicamente, tiveram maior prevalência em homens, embora isso tenha mudado com o aumento do tabagismo feminino. Tuberculose e anemia falciforme não são a associação típica cobrada aqui como patologia respiratória mais comum em mulheres. Então, o raciocínio da questão é epidemiológico: entre as opções, o adenocarcinoma brônquico é a doença respiratória clássica com maior ocorrência em mulheres. Em prova, quando a banca mistura clínica com perfil populacional, ela costuma querer que você pense primeiro em prevalência e não apenas em fisiopatologia.