Para avaliar a mobilidade e o equilíbrio funcional, o fisioterapeuta mede o tempo em segundos que o indivíduo leva para se levantar de uma cadeira, percorrer uma distância de três metros, girar, retornar para a cadeira e sentar-se novamente. O cronômetro é disparado após o sinal de partida e parado somente quando o indivíduo se coloca novamente na posição inicial, sentado com as costas apoiadas na cadeira. O procedimento descrito é a aplicação do seguinte teste:
- A)Test Timed Up and Go (TUG).
Correta: a descrição corresponde exatamente ao Timed Up and Go (TUG), com levantar, andar 3 metros, girar, retornar e sentar cronometrando o tempo total.
- B)Dynamic Gait Index (DGI).
Errada: o Dynamic Gait Index avalia o equilíbrio durante tarefas de marcha, mas não é o teste descrito no enunciado.
- C)Medida de Independência Funcional (MIF).
Errada: a MIF mede grau de independência funcional em atividades, e não o tempo de um percurso curto com mudança de direção.
- D)Escala de Avaliação de Fugl-Meyer (EFM).
Errada: a Escala de Fugl-Meyer avalia principalmente recuperação motora, sobretudo em pacientes com AVC, não mobilidade funcional cronometrada.
- E)Velocidade da marcha dos 10 metros.
Errada: a velocidade da marcha de 10 metros mede desempenho de caminhada em distância maior e não inclui, por si só, a sequência de sentar, levantar e girar.
Gabarito: A
A questão descreve o Timed Up and Go, conhecido como TUG, um teste simples e muito usado para avaliar mobilidade funcional e equilíbrio dinâmico. Nele, a pessoa levanta da cadeira, caminha 3 metros, faz a volta, retorna e senta novamente, enquanto o tempo total é cronometrado. Parece básico, mas ele entrega bastante informação sobre risco de quedas, independência e desempenho funcional no dia a dia. O ponto-chave do enunciado é exatamente a sequência padronizada: levantar, andar 3 metros, girar, voltar e sentar. O cronômetro começa no sinal de partida e termina quando o indivíduo se reposiciona sentado, com as costas apoiadas na cadeira. Essa descrição clássica bate com o TUG, e não com testes de marcha pura ou escalas de incapacidade global. Na prática clínica, o TUG é muito lembrado em avaliação de idosos, pacientes neurológicos e pessoas com limitação funcional, porque é rápido, barato e fácil de aplicar. Ele não mede só velocidade: também observa transições posturais, mudança de direção e controle de equilíbrio, que são justamente os ingredientes que mais complicam a vida real. Então, o gabarito é a alternativa A porque ela nomeia corretamente esse teste funcional. As demais opções até pertencem à avaliação fisioterapêutica, mas medem outras coisas: padrão de marcha, independência, função motora ou velocidade de deslocamento em distância maior.