Em prontuário de determinado paciente internado em UTI foi encontrada uma avaliação que utilizou uma escala, na qual constava o seguinte ESCORE: +4 Combativo, violento, agressivo. +3 Muito agitado, com risco de perda de dispositivos invasivos. +2 Agitado, ansioso, mas sem agressividade +1 Inquieto e ansioso. 0 Alerta e calmo. - 1 Torporoso, desperta ao estímulo verbal e mantém contato ocular por mais de 10 segundos. - 2 Sedado leve, acorda ao estímulo verbal e mantém contato ocular por menos de 10 segundos. -3 Sedado moderadamente. Paciente realiza abertura ocular ao estímulo verbal, mas não interage com o examinador. -4 Sedado profundamente, sem resposta ao estímulo verbal. Só desperta com estímulos táteis. -5 Coma. Sem resposta ao estímulo verbal ou exame físico. Assinale a opção que indica a escala em que esse escore é usado.
- A)Asia.
ASIA é a escala de avaliação neurológica de lesão medular, não uma escala de agitação e sedação da UTI.
- B)Rass.
Correta, porque a RASS usa exatamente os escores de +4 a -5 para graduar agitação e sedação.
- C)Glasgow.
Glasgow mede nível de consciência por abertura ocular, resposta verbal e motora, não esse padrão de agitação e sedação.
- D)Ramsey.
Ramsay é uma escala de sedação, mas sua estrutura e pontuação são diferentes da descrita no enunciado.
- E)Ashworth.
Ashworth avalia espasticidade muscular, especialmente em pacientes neurológicos, e não sedação ou agitação.
Gabarito: B
A escala descrita no enunciado é a RASS, que significa Richmond Agitation-Sedation Scale. Ela é usada na UTI para medir o grau de agitação e sedação do paciente, indo de +4, no extremo da agitação, até -5, no coma. Em outras palavras, é a régua que ajuda a equipe a saber se o paciente está calmo, agitado, sedado ou profundamente deprimido no nível de consciência. Repare como os descritores batem com a RASS: +4 combativo, +3 muito agitado, +2 agitado, +1 inquieto, 0 alerta e calmo, e depois os níveis negativos de sedação até -5 coma. Essa sequência é praticamente a assinatura da escala. Na prática, ela é muito útil na terapia intensiva porque orienta ajuste de sedação, monitoramento neurológico e prevenção de agitação que pode levar à retirada de dispositivos. O gabarito é a letra B porque apenas a RASS usa exatamente esse escore com variação de +4 a -5 e os mesmos critérios clínicos descritos. As outras escalas citadas têm outra finalidade: por exemplo, Glasgow avalia nível de consciência, Ashworth avalia espasticidade e Ramsay avalia sedação, mas com outra estrutura. Então, se aparecer em prova uma escala com +4 a -5 e termos como combativo, agitado, alerta, sedado e coma, pode marcar mentalmente: isso tem cara de UTI e nome de RASS. É aquele tipo de questão que adora trocar a roupa da escala, mas o “DNA” dela entrega.