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Fisioterapia · FGV · 2025

Questão comentada de Fisioterapia

Na aplicação de técnicas de alongamento há uma relação inversa entre intensidade e duração, assim como entre intensidade e frequência. Para conseguir uma deformação elástica mais significativa e mudanças plásticas a longo prazo nos tecidos moles, assinale a opção que indica a forma mais segura de alongar.

Gabarito: D

Quando o assunto é alongamento, a lógica é simples: quanto mais você aumenta a intensidade, menor tende a ser o tempo seguro de aplicação. É por isso que, para ganhar deformação elástica mais importante e favorecer mudanças plásticas nos tecidos moles ao longo do tempo, o caminho mais indicado é um alongamento de baixa carga e longa duração. Em outras palavras, nada de “forçar no tranco”; o tecido responde melhor a estímulos suaves e sustentados. Essa ideia aparece muito na prática da fisioterapia: alongamentos curtos e agressivos costumam ser menos seguros e menos confortáveis, enquanto uma tração leve mantida por mais tempo favorece adaptação tecidual. O raciocínio é biomecânico, não místico: você respeita a viscoelasticidade do tecido e reduz risco de dor, defesa muscular e lesão. Por isso, a alternativa D está correta. Ela descreve exatamente o padrão mais seguro para promover ganho funcional: longa duração com baixa intensidade. Isso permite atuação progressiva sobre colágeno, fáscia e unidades músculo-tendíneas, com menor chance de irritação local. As demais opções escapam dessa lógica. Algumas sugerem esforço intenso, outras trazem técnicas específicas de facilitação neuromuscular, e outras falam em tempos que até podem ser usados em protocolos, mas não expressam com precisão a regra geral cobrada na questão. Em prova, fique com a ideia-chave: para alongar com segurança e eficiência, pense em leveza + tempo.

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