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Fisioterapia · FGV · 2023

Questão comentada de Fisioterapia

Homem, 34 anos, com neuropatia periférica do nervo fibular comum por hanseníase, apresentou lesão definitiva com a Síndrome do Pé Caído. Para evitar que, ao tentar deambular, este paciente sofra lesões secundárias, a conduta fisioterapêutica a ser tomada é:

Gabarito: A

Na neuropatia periférica do nervo fibular comum, especialmente quando há lesão definitiva por hanseníase, o grande problema funcional é a incapacidade de fazer a dorsiflexão do tornozelo e a extensão dos dedos. Resultado clássico: o pé cai durante a marcha, e a ponta do pé pode arrastar no chão, aumentando muito o risco de tropeços, quedas e lesões secundárias. Nesses casos, a fisioterapia não pensa só em fortalecer o que já não responde bem. Quando a lesão é definitiva, a estratégia mais útil para a deambulação segura é compensar a deficiência mecânica com uma órtese, mantendo o tornozelo em posição funcional, de preferência em dorsiflexão. Isso ajuda a limpar o solo na fase de balanço da marcha e melhora a segurança ao caminhar. A órtese tornozelo-pé, em geral do tipo AFO, é a solução clássica para o pé caído. Ela não cura a lesão nervosa, mas evita que o paciente viva dando sustos a cada passo. É aquela ajuda inteligente: em vez de insistir em um músculo que perdeu função definitiva, você protege a marcha e reduz complicações. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais opções tentam apontar para fortalecimento, tronco, joelho ou até prótese, mas o problema principal aqui é o controle do tornozelo e do pé na marcha. Em prova, quando aparecer pé caído por lesão do fibular comum com sequela fixa, pense direto em órtese para manter dorsiflexão.

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