Homem, 34 anos, com neuropatia periférica do nervo fibular comum por hanseníase, apresentou lesão definitiva com a Síndrome do Pé Caído. Para evitar que, ao tentar deambular, este paciente sofra lesões secundárias, a conduta fisioterapêutica a ser tomada é:
- A)órtese de tornozelo para manutenção do pé em dorsiflexão;
Certa: a órtese tornozelo-pé mantém o pé em dorsiflexão, reduzindo o arrasto do pé e prevenindo quedas e outras lesões na marcha.
- B)cinesioterapia com o objetivo de fortalecimento dos músculos do compartimento anterior da perna;
Errada: o fortalecimento do compartimento anterior pode ser útil se houver recuperação muscular, mas não resolve uma lesão definitiva com pé caído estabelecido.
- C)exercícios terapêuticos para fortalecimento do core, estabilizando a cintura pélvica;
Errada: fortalecimento de core pode ajudar na estabilidade global, mas não corrige o déficit específico de dorsiflexão do tornozelo.
- D)órtese crurossural para evitar sobrecarga no joelho homolateral;
Errada: a órtese crurossural é indicada para controlar joelho e quadril, não para o principal problema mecânico do pé caído.
- E)prótese podálica, com sandália adaptada com palmilha ortopédica.
Errada: prótese podálica e sandália adaptada não são a conduta padrão para neuropatia fibular comum com pé caído; o alvo aqui é estabilizar o tornozelo.
Gabarito: A
Na neuropatia periférica do nervo fibular comum, especialmente quando há lesão definitiva por hanseníase, o grande problema funcional é a incapacidade de fazer a dorsiflexão do tornozelo e a extensão dos dedos. Resultado clássico: o pé cai durante a marcha, e a ponta do pé pode arrastar no chão, aumentando muito o risco de tropeços, quedas e lesões secundárias. Nesses casos, a fisioterapia não pensa só em fortalecer o que já não responde bem. Quando a lesão é definitiva, a estratégia mais útil para a deambulação segura é compensar a deficiência mecânica com uma órtese, mantendo o tornozelo em posição funcional, de preferência em dorsiflexão. Isso ajuda a limpar o solo na fase de balanço da marcha e melhora a segurança ao caminhar. A órtese tornozelo-pé, em geral do tipo AFO, é a solução clássica para o pé caído. Ela não cura a lesão nervosa, mas evita que o paciente viva dando sustos a cada passo. É aquela ajuda inteligente: em vez de insistir em um músculo que perdeu função definitiva, você protege a marcha e reduz complicações. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais opções tentam apontar para fortalecimento, tronco, joelho ou até prótese, mas o problema principal aqui é o controle do tornozelo e do pé na marcha. Em prova, quando aparecer pé caído por lesão do fibular comum com sequela fixa, pense direto em órtese para manter dorsiflexão.