Nas alterações dolorosas de coluna vertebral, na fase subaguda, adotam-se exercícios de movimento controlado. O exercício de deslizamentos na parede, com agachamentos parciais e avanços, tem por objetivo
- A)dar mobilidade para a cintura pélvica.
Errada: o exercício é funcional e voltado ao padrão de agachar e levantar, não à mobilidade específica da cintura pélvica.
- B)aumentar a resistência à fadiga.
Errada: não se trata de treino de resistência aeróbica ou tolerância global à fadiga.
- C)flexibilizar as articulações intervertebrais.
Errada: a proposta não é flexibilizar articulações intervertebrais, e sim controlar o movimento e restaurar função.
- D)fortalecer os abdominais e eretores cervicais.
Errada: deslizamentos na parede com agachamento e avanço não têm foco principal em abdômen e eretores cervicais.
- E)fortalecer os membros para atividades de levantar.
Certa: o exercício prepara os membros inferiores para tarefas funcionais de levantar, agachar e retornar à atividade.
Gabarito: E
Na fase subaguda das alterações dolorosas da coluna, a ideia não é “parar tudo”, mas organizar o movimento com controle. É aqui que entram os exercícios de movimento controlado, que procuram recuperar função sem irritar a dor. Pense neles como um retorno gradual ao uso do corpo no dia a dia, com menos drama e mais eficiência. O exercício de deslizamentos na parede, com agachamentos parciais e avanços, trabalha principalmente a função dos membros inferiores e o padrão de movimento para tarefas como levantar, sentar, agachar e carregar peso. Isso faz sentido porque, na coluna dolorosa, muitas vezes o problema não é só a coluna em si, mas o jeito como a pessoa volta a executar atividades funcionais. O treino busca devolver segurança e força para essas tarefas. Por isso, o gabarito é a letra E: fortalecer os membros para atividades de levantar. O enunciado descreve um exercício funcional, com foco em controle motor e reaprendizado do movimento global, especialmente de membros inferiores e padrão de levantar-se, e não um exercício isolado para mobilidade articular ou fortalecimento segmentar específico. Em reabilitação traumato-ortopédica, esse raciocínio é bem clássico: na fase subaguda, você sai do cuidado mais protetor e começa a preparar o paciente para as demandas da vida real. O objetivo não é “mexer por mexer”, mas recuperar função com segurança.