A técnica de massagem de fricção é baseada no efeito do movimento sobre o tecido em processo de cura para redução da formação de tecido fibrótico. Cyriax afirma que mover as fibras em ângulo reto impede a formação de tecido cicatricial anormal. Em caso de aderência pós tendinite de supraespinhal, para exposição máxima da inserção proximal deste na aplicação de massagem de fricção, deve-se posicionar o braço do paciente na posição de
- A)máxima flexão, adução e rotação lateral.
Errada, porque máxima flexão com adução e rotação lateral não é a posição que melhor expõe a inserção proximal do supraespinhal.
- B)flexão a 90 graus e rotação medial.
Errada, porque flexão a 90 graus com rotação medial não favorece a exposição máxima do tendão para a fricção.
- C)repouso em adução.
Errada, porque o repouso em adução é inespecífico e não oferece a melhor visualização/acesso à inserção tendínea.
- D)flexão a 90 graus com antebraço supinado.
Errada, porque flexão a 90 graus com antebraço supinado não é o posicionamento clássico para expor o supraespinhal.
- E)máxima extensão, adução e rotação medial.
Certa, porque máxima extensão, adução e rotação medial expõem melhor a inserção proximal do supraespinhal para a massagem de fricção.
Gabarito: E
A massagem de fricção transversa profunda, associada ao método de Cyriax, é usada para orientar a cicatrização de tecidos moles e reduzir aderências, sobretudo em tendões. A lógica é simples: você posiciona o segmento para deixar a estrutura-alvo bem exposta e, então, aplica o movimento em ângulo reto às fibras. Assim, a fricção atua sobre a área lesionada sem ficar “escorregando” por cima dela. No caso do supraespinhal, a ideia é expor ao máximo sua inserção proximal, que fica na região do manguito rotador, sob o acrômio. Para isso, o ombro deve ficar em máxima extensão, adução e rotação medial, pois essa posição desloca o tendão de modo a facilitar o acesso manual à área de aderência. É uma daquelas questões em que a biomecânica do posicionamento manda mais do que a memória pura. Por isso, o gabarito é a letra E. A posição proposta é a que melhor expõe a inserção proximal do supraespinhal para a aplicação da fricção transversal. As demais alternativas colocam o ombro em posturas que não favorecem essa exposição específica e acabam desviando da lógica da técnica de Cyriax. Em resumo: para fricção, você precisa pensar em alinhamento das fibras, exposição da estrutura e posicionamento do segmento. Se a ideia é tratar aderência pós-tendinite do supraespinhal, a posição correta é a que “abre espaço” para o tendão na região de interesse, e não a que apenas deixa o membro confortável.