Na programação de exercícios laborais é importante que avaliemos cuidadosamente os postos de trabalho e as posturas adotadas, de modo a podermos analisar quais grupos musculares são mais exigidos durante a atividade laboral pois, de acordo com a postura adotada, alguns grupos musculares são mais exigidos do que outros. Para um atendente que ficará de pé o todo tempo, a sobrecarga ocorrerá mais frequentemente nos músculos localizados
- A)na região cervical.
Errada, porque ficar apenas de pé por muito tempo não concentra a maior sobrecarga na região cervical, a não ser que haja postura de cabeça projetada ou outra exigência específica.
- B)na região lombar e membros inferiores.
Certa, porque o ortostatismo prolongado aumenta a demanda sobre a estabilização lombar e sobre os membros inferiores, que sustentam o peso corporal.
- C)na região cervical e membros superiores.
Errada, porque a região cervical e os membros superiores tendem a ser mais exigidos em atividades com alcance manual, elevação de braços ou tensão postural do pescoço, não na simples permanência em pé.
- D)nos membros superiores.
Errada, porque os membros superiores não são os principais responsáveis pela sustentação de peso na postura em pé prolongada.
- E)na região mandibular.
Errada, porque a região mandibular não é a área típica de sobrecarga em um atendente que permanece de pé, sendo irrelevante para o principal padrão postural descrito.
Gabarito: B
Quando você monta uma programação de exercícios laborais, o primeiro passo é observar a tarefa real: posição do corpo, tempo de permanência, repetição e quais músculos ficam sustentando a postura por mais tempo. No posto em pé, o corpo precisa fazer um trabalho constante de estabilização para manter o alinhamento, especialmente contra a gravidade. Isso aumenta a exigência de músculos que seguram o tronco e de estruturas que sustentam o peso corporal. Por isso, em um atendente que fica de pé o tempo todo, a sobrecarga aparece mais frequentemente na região lombar e nos membros inferiores. A lombar atua na estabilização do tronco, enquanto pés, panturrilhas, coxas e quadris suportam a descarga de peso por longos períodos. Se você imaginar alguém parado na mesma posição por horas, dá para entender por que as pernas reclamam primeiro e a coluna lombar entra na conta. Na prática da fisioterapia do trabalho, esse raciocínio é muito útil para escolher pausas, alongamentos, mobilizações e exercícios compensatórios. A ideia não é fazer a pessoa “virar atleta” no intervalo do café, mas reduzir fadiga, desconforto e risco de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Esse é o espírito da ginástica laboral: prevenir sobrecarga a partir da análise da tarefa. Então, o gabarito B está correto porque a postura em ortostatismo prolongado concentra maior exigência nos músculos estabilizadores da lombar e nos membros inferiores, que sustentam o corpo por mais tempo. Já as regiões cervical, mandibular e membros superiores costumam ser mais exigidas em tarefas com cabeça inclinada, fala intensa, uso de força manual ou movimentos repetitivos de braço, não no simples ato de ficar em pé.