Mulher, 62 anos, é encaminhada à consulta fisioterapêutica para recuperação funcional após duas semanas de revascularização miocárdica. Na avaliação é notada dispneia aos médios esforços e fadiga muscular acentuada após atividades cotidianas. O fisioterapeuta realiza alguns testes físicos e diagnostica redução da capacidade funcional e resistência cardiorrespiratória. Ao prescrever o tratamento fisioterapêutico, o método de treinamento mais apropriado para essa paciente é o treinamento:
- A)pliométrico;
Errada: treinamento pliométrico é voltado para potência e explosão muscular, o que não combina com a limitação cardiorrespiratória descrita.
- B)aeróbico contínuo;
Certa: o treino aeróbico contínuo é o mais indicado para melhorar capacidade funcional e resistência cardiorrespiratória na reabilitação pós-cirúrgica.
- C)resistido de força muscular;
Errada: o treino resistido de força pode entrar na reabilitação em fases posteriores, mas não é a melhor escolha para o problema principal apresentado.
- D)de equilíbrio e propriocepção;
Errada: equilíbrio e propriocepção são úteis em outros contextos funcionais, mas não tratam diretamente a baixa resistência cardiorrespiratória.
- E)intervalado de alta intensidade.
Errada: o intervalado de alta intensidade exige maior tolerância ao esforço e não é a melhor opção para uma paciente ainda fatigada e dispneica.
Gabarito: B
Após uma revascularização miocárdica, o foco inicial da fisioterapia é ajudar a paciente a recuperar tolerância ao esforço com segurança, sem exigir demais do sistema cardiovascular ainda em adaptação. Quando há dispneia aos médios esforços e fadiga acentuada nas tarefas do dia a dia, o que se busca é melhorar a capacidade funcional de forma progressiva e controlada. Nessa fase, o treino mais indicado costuma ser o aeróbico contínuo, porque ele trabalha o condicionamento cardiorrespiratório de maneira estável, com intensidade moderada e duração ajustável. É o tipo de treino clássico para reabilitação cardíaca, especialmente quando a paciente ainda apresenta baixa resistência ao esforço. O raciocínio aqui é simples: a paciente não precisa de um estímulo explosivo, nem de alta intensidade, nem de foco principal em força, equilíbrio ou potência. Ela precisa primeiro recuperar fôlego, tolerância ao movimento e eficiência cardiovascular. Por isso, a prescrição deve privilegiar uma carga contínua e bem monitorada, respeitando sinais clínicos, escala de percepção de esforço e evolução individual. Em provas, lembre do trio da reabilitação cardíaca: segurança, progressão e especificidade. Para redução de capacidade funcional e baixa resistência cardiorrespiratória, o treino aeróbico contínuo é o mais coerente e o mais cobrado. Não há uma regra legal específica para isso; o fundamento é técnico-assistencial, alinhado às diretrizes de reabilitação cardiovascular.