Criança, 6 anos, é diagnosticada com asma brônquica. Apresenta ao exame físico: tosse seca, dispneia e sibilos durante as crises. Apesar da prescrição adequada de medicamento broncodilatador, existem condutas fisioterapêuticas simples e eficazes para esse caso. A técnica básica recomendada na fase de crise como parte do tratamento fisioterapêutico, considerando o princípio de custoefetividade, é:
- A)expiração com freno labial;
Correta: a expiração com freno labial ajuda a manter a via aérea mais aberta e reduz o aprisionamento de ar na crise asmática.
- B)incentivo à tosse;
Errada: incentivar a tosse não é a principal conduta na asma aguda e pode piorar o desconforto respiratório.
- C)CPAP;
Errada: o CPAP é uma estratégia com equipamento e indicação mais específica, não sendo a técnica básica de primeira escolha pela simplicidade e custo-benefício.
- D)exercícios de expansão pulmonar;
Errada: exercícios de expansão pulmonar são mais usados em outros contextos e não são a medida mais simples e efetiva durante a crise.
- E)EPAP.
Errada: o EPAP também exige dispositivo e costuma ser menos prático como técnica básica na crise em comparação com medidas simples de controle expiratório.
Gabarito: A
Na crise de asma, o objetivo da fisioterapia não é “forçar” a criança a tossir ou encher o pulmão de manobras mais complexas. Primeiro vem o básico que ajuda de verdade: melhorar o padrão ventilatório, reduzir o aprisionamento aéreo e aliviar a sensação de falta de ar. É aí que a expiração com freno labial entra como uma técnica simples, barata e bem útil. Ela aumenta a pressão na via aérea durante a saída do ar, ajuda a manter os brônquios mais abertos e facilita o esvaziamento pulmonar. Em uma criança de 6 anos, essa conduta costuma ser bem aplicável porque não depende de equipamento, pode ser ensinada rapidamente e tem boa relação custo-benefício. Em termos práticos, a criança inspira pelo nariz e solta o ar devagar pela boca, como se estivesse apagando uma vela sem apressar a chama. Isso reduz a taquipneia e a sensação de “ar preso”, muito comum nas exacerbações asmáticas. A alternativa correta é a letra A. As demais opções envolvem intervenções mais específicas, com maior custo, indicação mais restrita ou menor utilidade na crise aguda. Em fisioterapia respiratória pediátrica, a lógica costuma ser simples: se a técnica segura, fácil e eficaz resolve, não há motivo para complicar. Não há fundamento legal específico aqui, porque se trata de conduta clínica em fisioterapia. O raciocínio é doutrinário e fisiológico: na asma aguda, prioriza-se técnica de controle expiratório e conforto ventilatório, e o freno labial é o clássico dessa fase.