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Fisioterapia · FGV · 2023

Questão comentada de Fisioterapia

Criança, 6 anos, é diagnosticada com asma brônquica. Apresenta ao exame físico: tosse seca, dispneia e sibilos durante as crises. Apesar da prescrição adequada de medicamento broncodilatador, existem condutas fisioterapêuticas simples e eficazes para esse caso. A técnica básica recomendada na fase de crise como parte do tratamento fisioterapêutico, considerando o princípio de custoefetividade, é:

Gabarito: A

Na crise de asma, o objetivo da fisioterapia não é “forçar” a criança a tossir ou encher o pulmão de manobras mais complexas. Primeiro vem o básico que ajuda de verdade: melhorar o padrão ventilatório, reduzir o aprisionamento aéreo e aliviar a sensação de falta de ar. É aí que a expiração com freno labial entra como uma técnica simples, barata e bem útil. Ela aumenta a pressão na via aérea durante a saída do ar, ajuda a manter os brônquios mais abertos e facilita o esvaziamento pulmonar. Em uma criança de 6 anos, essa conduta costuma ser bem aplicável porque não depende de equipamento, pode ser ensinada rapidamente e tem boa relação custo-benefício. Em termos práticos, a criança inspira pelo nariz e solta o ar devagar pela boca, como se estivesse apagando uma vela sem apressar a chama. Isso reduz a taquipneia e a sensação de “ar preso”, muito comum nas exacerbações asmáticas. A alternativa correta é a letra A. As demais opções envolvem intervenções mais específicas, com maior custo, indicação mais restrita ou menor utilidade na crise aguda. Em fisioterapia respiratória pediátrica, a lógica costuma ser simples: se a técnica segura, fácil e eficaz resolve, não há motivo para complicar. Não há fundamento legal específico aqui, porque se trata de conduta clínica em fisioterapia. O raciocínio é doutrinário e fisiológico: na asma aguda, prioriza-se técnica de controle expiratório e conforto ventilatório, e o freno labial é o clássico dessa fase.

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