Um profissional da área de marketing digital apresentou desconforto crônico no punho direito, principalmente quando utiliza o mouse durante sua atividade laboral e o smartphone nas horas vagas. O fisioterapeuta da empresa, ao ser consultado sobre condutas para amenizar essa condição específica, propôs, como abordagem mais simples, adequada e efetiva:
- A)crioterapia local duas vezes ao dia, por trinta minutos;
Errada, porque crioterapia pode aliviar sintomas, mas não corrige a causa principal do desconforto crônico por sobrecarga repetitiva.
- B)alongamento muscular dos flexores dos dedos da mão direita;
Errada, pois alongar apenas os flexores dos dedos não resolve o problema funcional global nem a origem ergonômica da queixa.
- C)imobilização por uma semana e afastamento laboral;
Errada, porque imobilização e afastamento podem ter lugar em casos específicos, mas são medidas excessivas e pouco adequadas como conduta simples inicial.
- D)exercícios diários para fortalecimento da musculatura do antebraço;
Errada, já que fortalecimento pode ser útil em reabilitação, mas não é a medida mais direta e efetiva para prevenir o desencadeante ocupacional descrito.
- E)adaptação ergonômica e orientação quanto ao tempo de utilização dos equipamentos.
Certa, porque a adaptação ergonômica e a orientação sobre tempo de uso atacam o fator causal da sobrecarga no punho.
Gabarito: E
O quadro descrito sugere um desconforto crônico relacionado ao uso repetitivo do punho e da mão, muito comum em quem passa horas no mouse e ainda não desgruda do smartphone nas horas vagas. Nessa situação, a conduta mais inteligente não é sair “brigando” com o sintoma, mas atacar a causa mecânica do problema: excesso de repetição, postura ruim e sobrecarga contínua. Por isso, a melhor abordagem é a adaptação ergonômica, com ajuste de mesa, cadeira, altura do mouse, apoio do punho quando indicado e orientação sobre pausas e tempo de uso dos equipamentos. Em fisioterapia, quando o problema é de sobrecarga por atividade repetitiva, educação e ergonomia costumam ser mais efetivas e sustentáveis do que medidas isoladas e radicais. A banca costuma valorizar exatamente essa lógica: primeiro corrigir o fator desencadeante, depois pensar em recursos complementares se necessário. Crioterapia, alongamento genérico, imobilização curta ou fortalecimento não são a primeira escolha para uma queixa crônica ligada ao padrão de uso no trabalho e no lazer. Em termos práticos, o raciocínio é simples: se o punho dói porque está sendo usado mal e demais, não adianta só tratar o tecido irritado; você precisa reduzir a carga e reorganizar a tarefa. Esse é o tipo de conduta básica, coerente e efetiva que o enunciado pede.