O teste de caminhada de 6 minutos (TC6M) surgiu como uma alternativa de avaliação funcional do cardiopata, pois é de baixo custo, bem tolerado e de execução simples. Caso necessite, o paciente pode sentar durante a execução do teste e depois dar continuidade ao mesmo. Nesse período de parada, o cronometro permanece
- A)desligado, e deve ser religado depois que o paciente retornar.
Errada, porque o cronômetro não deve ser desligado para depois ser religado como se o teste tivesse sido interrompido do zero.
- B)desligado, e o tempo deve ser reiniciado após o paciente retornar.
Errada, porque o tempo não é reiniciado após a parada; o TC6M mede o desempenho dentro dos 6 minutos totais.
- C)ligado, porém o tempo que o paciente permaneceu sentado será descontado no final do teste.
Errada, porque o cronômetro fica ligado, mas o tempo parado não deve ser descontado no final.
- D)ligado, e o tempo que o paciente permaneceu sentado será contabilizado.
Certa, porque o cronômetro permanece ligado e o período de parada integra o tempo total do teste.
- E)desligado, mesmo após o reinício do teste.
Errada, porque o cronômetro não deve ficar desligado durante a interrupção nem após a retomada.
Gabarito: D
O teste de caminhada de 6 minutos (TC6M) é um exame simples, barato e muito usado para avaliar capacidade funcional, especialmente em cardiopatas e pneumopatas. A lógica dele é bem prática: medir o quanto o paciente consegue andar em 6 minutos, em ritmo próprio, com monitoração e padronização do tempo. Se o paciente precisar parar e sentar durante o teste, isso não zera a contagem nem faz o cronômetro “tirar férias”. O tempo continua correndo, porque o TC6M avalia o desempenho funcional real naquele intervalo total de 6 minutos, incluindo as interrupções. O que muda é a distância percorrida e a tolerância ao esforço, não o relógio do teste. Por isso, o gabarito é a alternativa D: o cronômetro permanece ligado e o tempo em que o paciente ficou sentado é contabilizado. Em termos práticos, o examinador apenas orienta o paciente a retomar quando possível, sem pausar a medida do tempo total. Esse entendimento é o que costuma aparecer nos protocolos padronizados do TC6M, como os de referência da American Thoracic Society (ATS) e da European Respiratory Society (ERS), que orientam manter o tempo total do teste mesmo com pausas, porque a interrupção faz parte da resposta funcional do paciente.