As pessoas idosas apresentam uma combinação de impedimentos funcionais que podem levar a diminuição da deambulação e o aumento no risco de quedas. Por este motivo a avaliação física funcional deve centrar-se em tarefas que mimetizem as atividades básicas de vida diária. Um teste comumente usado para avaliar o equilíbrio de idosos é o teste de
- A)resistência máxima.
Errada: resistência máxima mede força, não equilíbrio funcional de idosos.
- B)Patrick-Fabere.
Errada: Patrick-Fabere é um teste ortopédico do quadril, voltado a dor e mobilidade articular.
- C)Cozen.
Errada: Cozen é teste relacionado ao cotovelo, geralmente para epicondilite lateral.
- D)Berg.
Certa: o teste de Berg é usado para avaliar equilíbrio funcional e risco de quedas em idosos.
- E)Apley.
Errada: Apley é manobra ortopédica ligada principalmente a avaliação do ombro.
Gabarito: D
Na avaliação funcional do idoso, o foco não é só medir força ou flexibilidade isoladamente, mas observar como ele executa tarefas que lembram o dia a dia, como levantar, sentar, virar e manter o equilíbrio. Isso ajuda a estimar risco de quedas e de perda de autonomia, que são preocupações clássicas na geriatria e na fisioterapia funcional. Entre os testes mais usados para esse objetivo está a Escala de Berg, ou teste de Berg, que avalia equilíbrio estático e dinâmico por meio de tarefas funcionais. Ela é muito lembrada em idosos porque traduz bem a segurança da marcha e a capacidade de realizar movimentos sem depender tanto de apoio externo. Por isso o gabarito é a letra D. O teste de Berg é justamente uma ferramenta consagrada para avaliar equilíbrio em idosos, com boa aplicação clínica para identificar instabilidade e risco aumentado de quedas. As outras alternativas pertencem a outros contextos: algumas avaliam força, outras são testes ortopédicos específicos de quadril, cotovelo ou ombro. Ou seja, a banca mistura nomes conhecidos para ver se voce reconhece o teste pelo uso clínico e não só pelo nome bonito.