A respiração profunda pode ser usada para a prevenção e o tratamento de complicações pulmonares. Quanto à espirometria de incentivo é correto afirmar que
- A)para uma expansão pulmonar eficiente a inspiração deve ser vigorosa e rápida.
Errada, porque a espirometria de incentivo deve ser feita com inspiração lenta e sustentada, e não vigorosa e rápida.
- B)técnica não deve ser indicada para pacientes com capacidade vital ou capacidade inspiratória muito reduzida.
Certa, porque a técnica pode não ser indicada quando a capacidade vital ou a capacidade inspiratória estão muito reduzidas, já que o paciente não consegue executar uma inspiração eficaz.
- C)durante a execução da técnica a inspiração não deve se aproximar da capacidade pulmonar total para não causar aumento excessivo da pressão transpulmonar.
Errada, porque o objetivo é justamente aproximar a inspiração da capacidade pulmonar total para promover maior expansão pulmonar.
- D)nos espirômetros de incentivo fluxo-dependentes (orientados a fluxo) é possível avaliar diretamente o volume inspirado.
Errada, porque nos espirômetros orientados a fluxo o que se observa diretamente é o fluxo inspiratório, não o volume inspirado.
- E)os espirômetros de incentivo volume-dependentes (orientados a volume) permitem a medição da capacidade residual funcional.
Errada, porque os espirômetros orientados a volume não medem a capacidade residual funcional, e sim ajudam a treinar e acompanhar o volume inspirado.
Gabarito: B
A espirometria de incentivo é uma técnica de respiração profunda usada para estimular a expansão pulmonar, melhorar a ventilação e ajudar a prevenir complicações como atelectasia, especialmente no pós-operatório. A ideia é simples: o paciente inspira de forma lenta e sustentada, com a meta de atingir um volume-alvo ou um fluxo-alvo, conforme o tipo de aparelho. Nada de “puxar o ar no susto”, porque a técnica pede controle, não correria. O ponto central da questão está em saber quem deve, ou não, usar esse recurso. Quando a capacidade vital ou a capacidade inspiratória estão muito reduzidas, a técnica perde efetividade e pode até ser pouco viável, porque o paciente não consegue gerar uma inspiração suficiente para alcançar o objetivo terapêutico. Por isso, a alternativa B está correta. As demais opções misturam conceitos de forma proposital. A inspiração na espirometria de incentivo deve ser lenta e profunda, e não vigorosa e rápida. Além disso, o paciente geralmente é orientado a inspirar próximo da capacidade pulmonar total, justamente para maximizar a expansão pulmonar. Também vale lembrar que os aparelhos podem ser orientados a fluxo ou a volume, e cada um mede o que seu nome sugere, sem inverter os papéis. Em termos práticos, a técnica faz parte da fisioterapia respiratória e é muito cobrada em prova quando a banca quer testar a diferença entre volume, fluxo e indicações clínicas. Aqui, a lógica é clínica: se o paciente não consegue inspirar o suficiente, o incentivo perde utilidade, e o exame vira mais decoração do que tratamento.