Paciente de 35 anos, dez dias após cirurgia de extração dentária em consultório odontológico, seguiu com dor na lateral da mandíbula, dificuldade em abrir a boca e estalidos ao movimentá-la. Foi encaminhado para avaliação fisioterapêutica que diagnosticou DTM (disfunção temporomandibular). Nesse caso, a conduta mais apropriada a ser tomada pelo profissional é:
- A)aconselhar o paciente a evitar qualquer movimento da mandíbula e usar uma tala rígida para imobilização;
Errada, porque imobilizar a mandíbula e evitar todo movimento tende a piorar a rigidez e não é a conduta fisioterapêutica padrão na DTM.
- B)indicar o uso de analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e inflamação articular;
Errada, porque analgésicos e anti-inflamatórios podem ser adjuvantes, mas não representam a principal conduta fisioterapêutica para recuperar função.
- C)recomendar a realização de cirurgia corretiva para DTM, a fim de resolver em definitivo o problema;
Errada, porque cirurgia corretiva não é primeira escolha na DTM e fica restrita a situações específicas, após falha do tratamento conservador.
- D)instruir o paciente a adotar dieta líquida e pastosa, com suplementação de nutrientes proteicos e vitamínicos;
Errada, porque dieta macia pode ajudar a reduzir sobrecarga, mas suplementação proteica e vitamínica não trata a DTM em si e foge da conduta fisioterapêutica principal.
- E)realizar mobilização passiva e ativa assistida da mandíbula com a finalidade de reduzir a dor e melhorar o movimento articular.
Certa, porque a mobilização passiva e ativa assistida ajuda a reduzir dor, melhorar a abertura bucal e recuperar o movimento da articulação temporomandibular.
Gabarito: E
A disfunção temporomandibular (DTM) costuma aparecer com dor na região da mandíbula, limitação de abertura bucal e estalidos, exatamente como no caso descrito. Em geral, o tratamento conservador é a primeira escolha, porque a ideia é fazer a articulação “voltar a trabalhar sem drama”, reduzindo dor e recuperando movimento aos poucos. Na fisioterapia, a conduta mais usada inclui orientação, controle de hábitos parafuncionais, recursos analgésicos quando indicados e, principalmente, exercícios de mobilidade mandibular. A mobilização ativa assistida e, quando necessário, a mobilização passiva ajudam a melhorar a amplitude de movimento, diminuir rigidez e favorecer o controle motor da mandíbula. Por isso, a alternativa correta é a que propõe mobilização passiva e ativa assistida da mandíbula. Isso faz sentido porque o quadro é funcional e doloroso, mas não sugere necessidade de imobilização, cirurgia ou conduta puramente medicamentosa como primeira linha. A abordagem conservadora também é a mais aceita na literatura de fisioterapia e odontologia para DTM, especialmente nos casos sem sinais de gravidade estrutural. Em concurso, guarde esta lógica: DTM geralmente pede reabilitação conservadora, com exercícios, orientação e controle da dor. A banca gosta de trocar o raciocínio fisioterapêutico por soluções “radicais” ou passivas demais, mas a melhor resposta costuma ser a que devolve movimento com segurança.