No processo de avaliação, o fisioterapeuta deve identificar fatores de risco de um paciente, tais como doenças préexistentes, e deve considerar o potencial de reabilitação na escolha de técnicas com menor risco de lesão e/ou maior tempo de recuperação. Em um paciente portador de doença renal crônica em pósoperatório ortopédico, essa doença pode acarretar as seguintes ocorrências, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Fadiga.
Correta, porque a doença renal crônica costuma cursar com cansaço e intolerância ao esforço, favorecendo fadiga.
- B)Fraqueza muscular.
Correta, pois a uremia e as alterações metabólicas podem reduzir força e desempenho muscular.
- C)Parestesia.
Correta, já que neuropatia periférica e alterações metabólicas podem gerar parestesias.
- D)Hipertonia plástica.
Errada, porque hipertonia plástica é típica de alterações extrapiramidais, não da doença renal crônica.
- E)Osteoporose.
Correta, pois a doença renal crônica pode causar osteodistrofia renal e perda de massa óssea, aumentando risco de osteoporose.
Gabarito: D
Na doença renal crônica, o organismo não sofre só com os rins: o paciente pode ter repercussões sistêmicas bem comuns na avaliação fisioterapêutica. Entre elas, aparecem fadiga, fraqueza muscular, neuropatias com parestesias e alterações ósseas, como osteopenia e osteoporose, especialmente por distúrbios do metabolismo do cálcio e do fósforo. Ou seja, é um quadro que pede cuidado na escolha das técnicas, porque o paciente pode cansar mais, recuperar-se mais lentamente e ter maior risco de lesão. Na prática, isso significa que você deve pensar em segurança e dosagem do esforço. Em pós-operatório ortopédico, esse cuidado é ainda maior, porque a limitação funcional já existe pela cirurgia, e a doença renal pode somar restrições metabólicas e neuromusculares. O gabarito é a letra D porque hipertonia plástica não é uma ocorrência esperada da doença renal crônica. Esse tipo de hipertonia é mais ligado a lesões do sistema extrapiramidal, como nos quadros parkinsonianos, e não ao comprometimento renal. As demais alternativas, ao contrário, são compatíveis com as manifestações e complicações da doença renal crônica.