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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Mulher de 36 anos, com história gestacional de quatro partos vaginais, procurou serviço de Fisioterapia Uroginecológica com quadro de incontinência urinária de esforço, com impacto negativo na sua qualidade de vida. O principal objetivo fisioterapêutico nesses casos é:

Gabarito: D

A incontinência urinária de esforço acontece quando há perda de urina em situações de aumento da pressão abdominal, como tossir, rir, espirrar ou pegar peso. Na prática, isso costuma ter relação com fraqueza, baixa resistência ou mau recrutamento dos músculos do assoalho pélvico, que são justamente os principais “freios” da continência. Em uma paciente com quatro partos vaginais, esse raciocínio fica ainda mais forte, porque o parto vaginal pode favorecer lesões e enfraquecimento dessa musculatura. Por isso, o objetivo fisioterapêutico central nesses casos é fortalecer os músculos do assoalho pélvico e melhorar seu controle, para que eles consigam reagir no momento certo ao aumento de pressão intra-abdominal. Não é à toa que o treinamento dos músculos do assoalho pélvico é uma das condutas mais clássicas e eficazes na fisioterapia uroginecológica para incontinência urinária de esforço. O gabarito D está correto porque ele descreve exatamente a função que precisa ser recuperada: o suporte e o fechamento uretral dependem do bom desempenho dessa musculatura. Em outras palavras, a ideia não é aumentar a pressão dentro da barriga, e sim fortalecer o sistema que impede o vazamento quando a pressão sobe. Como base doutrinária, as diretrizes de reabilitação do assoalho pélvico e os consensos de uroginecologia apontam o treinamento muscular do assoalho pélvico como tratamento conservador de primeira linha para incontinência urinária de esforço.

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