Em recuperação funcional pós-operatória de revascularização do miocárdio, um paciente de 65 anos segue referindo cansaço aos médios esforços. Para avaliar a resistência cardiopulmonar ao esforço máximo, foi aplicado o teste ergoespirométrico, mas sem sucesso por inadaptação do paciente ao método. Outro teste de esforço, mas de nível submáximo, a ser realizado para início de um programa de recondicionamento físico é:
- A)teste de sentar e levantar cinco vezes;
Errada: o sentar e levantar cinco vezes avalia principalmente mobilidade funcional e força de membros inferiores, não sendo o teste submáximo de escolha para capacidade cardiorrespiratória.
- B)manovacuometria ventilatória;
Errada: a manovacuometria mede força muscular respiratória, e não resistência cardiopulmonar ao esforço.
- C)teste de força de preensão manual (Handgrip);
Errada: o handgrip avalia força de preensão manual, útil em alguns contextos prognósticos, mas não substitui teste de esforço submáximo para reabilitação cardíaca.
- D)teste timed up and go (TUG);
Errada: o TUG avalia mobilidade, equilíbrio e risco de quedas, sendo um teste funcional, mas não o mais indicado para estimar tolerância cardiorrespiratória ao esforço.
- E)teste de caminhada de seis minutos.
Certa: o teste de caminhada de seis minutos é um teste submáximo clássico para avaliar capacidade funcional e orientar o início da reabilitação cardiovascular.
Gabarito: E
Na reabilitação cardiovascular pós-operatória, o objetivo inicial não é “testar até o limite”, mas sim medir a capacidade funcional com segurança e orientar o recondicionamento. Quando o paciente não tolera a ergoespirometria, você pode usar um teste de esforço submáximo para estimar tolerância ao esforço e acompanhar evolução clínica. O teste de caminhada de seis minutos é justamente isso: um teste simples, de baixo custo, amplamente usado em cardiopatas e outras condições crônicas, em que o paciente caminha o máximo possível durante 6 minutos, em ritmo habitual, permitindo avaliar resposta cardiovascular, dispneia e capacidade funcional submáxima. Ele é muito útil no início da reabilitação porque reproduz melhor a funcionalidade do dia a dia do que testes máximos. Por isso o gabarito é a letra E. Em vez de buscar pico de consumo de oxigênio, como na ergoespirometria, o teste de 6 minutos dá uma noção prática da tolerância ao exercício e ajuda a prescrever o programa de treino com mais segurança. Em Fisioterapia Cardiovascular, essa é uma escolha clássica para pacientes em recuperação pós-operatória que ainda estão cansados aos esforços médios. As outras alternativas até podem medir outros aspectos da função, mas nenhuma é o teste submáximo mais indicado para iniciar recondicionamento físico nesse contexto. Aqui a banca quer que você reconheça o exame que conversa com a capacidade funcional real do paciente, sem exigir performance máxima.