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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Em recuperação funcional pós-operatória de revascularização do miocárdio, um paciente de 65 anos segue referindo cansaço aos médios esforços. Para avaliar a resistência cardiopulmonar ao esforço máximo, foi aplicado o teste ergoespirométrico, mas sem sucesso por inadaptação do paciente ao método. Outro teste de esforço, mas de nível submáximo, a ser realizado para início de um programa de recondicionamento físico é:

Gabarito: E

Na reabilitação cardiovascular pós-operatória, o objetivo inicial não é “testar até o limite”, mas sim medir a capacidade funcional com segurança e orientar o recondicionamento. Quando o paciente não tolera a ergoespirometria, você pode usar um teste de esforço submáximo para estimar tolerância ao esforço e acompanhar evolução clínica. O teste de caminhada de seis minutos é justamente isso: um teste simples, de baixo custo, amplamente usado em cardiopatas e outras condições crônicas, em que o paciente caminha o máximo possível durante 6 minutos, em ritmo habitual, permitindo avaliar resposta cardiovascular, dispneia e capacidade funcional submáxima. Ele é muito útil no início da reabilitação porque reproduz melhor a funcionalidade do dia a dia do que testes máximos. Por isso o gabarito é a letra E. Em vez de buscar pico de consumo de oxigênio, como na ergoespirometria, o teste de 6 minutos dá uma noção prática da tolerância ao exercício e ajuda a prescrever o programa de treino com mais segurança. Em Fisioterapia Cardiovascular, essa é uma escolha clássica para pacientes em recuperação pós-operatória que ainda estão cansados aos esforços médios. As outras alternativas até podem medir outros aspectos da função, mas nenhuma é o teste submáximo mais indicado para iniciar recondicionamento físico nesse contexto. Aqui a banca quer que você reconheça o exame que conversa com a capacidade funcional real do paciente, sem exigir performance máxima.

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