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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Na clínica neurológica, a dor é um fator importante de análise de todos os elementos em relação a caráter, topografia, irradiação, duração, fatores que agravam e que aliviam. Um paciente apresenta dor caracterizada por grande intensidade, paroxística ou contínua. Ela é agravada por qualquer estímulo cutâneo ou emocional e costuma se localizar em hemicorpo, com difícil resposta ao tratamento. Essa dor é diagnosticada como

Gabarito: B

Na dor em neurologia, o segredo é olhar o padrão: onde dói, como dói, se irradia, quanto dura e o que piora ou melhora. Isso ajuda muito a diferenciar dor periférica, radicular, central e autonômica. Aqui, o quadro descrito é de dor muito intensa, em crises ou contínua, piora com estímulos cutâneos ou emocionais e costuma acometer um hemicorpo. Esse conjunto é bem típico de dor talâmica, também chamada de dor central pós-lesão talâmica, por lesão das vias sensitivas centrais. O ponto clássico é que a dor talâmica costuma ser difícil de tratar e pode vir acompanhada de alodinia, ou seja, até um toque leve incomoda bastante. Quando a banca fala em hemicorpo, dor desproporcional e hipersensibilidade a estímulos, ela está apontando para sofrimento do tálamo ou das vias tálamo-corticais. É uma dor “teimosa”, daquelas que não gostam de responder aos analgésicos comuns. As demais opções parecem próximas, mas não fecham o desenho clínico. Dor radicular segue território de raiz nervosa, neurítica acompanha nervo periférico, causalgia tem relação com lesão nervosa periférica e dor em queimação com alterações autonômicas, e neurovegetativa costuma lembrar distúrbios simpáticos/reflexos. Aqui, o protagonista é o tálamo. Então, o gabarito é a letra B, porque a combinação de hemicorpo, intensidade elevada, piora com estímulos e baixa resposta terapêutica é praticamente a assinatura da dor talâmica.

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