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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Após ressecção de um carcinoma mamário, localizado no quadrante lateral superior esquerdo, associado a esvaziamento axilar linfático, a paciente de 56 anos apresentou linfedema em membro superior esquerdo e limitação de movimento para adução horizontal do braço do mesmo lado. Considerando o déficit motor, possivelmente foi lesionada a seguinte estrutura durante a abordagem cirúrgica:

Gabarito: A

Depois da cirurgia de câncer de mama com esvaziamento axilar, podem aparecer duas coisas bem cobradas em prova: linfedema por retirada de linfonodos e déficit motor por lesão nervosa na região da axila. Quando a queixa é dificuldade para adução horizontal do braço, pense no músculo peitoral maior, que participa desse movimento ao trazer o braço para frente e em direção ao tronco, especialmente na adução horizontal e rotação medial. Na abordagem cirúrgica do quadrante lateral superior da mama, com dissecção axilar, os nervos peitorais podem ser lesados porque passam próximos à região dos músculos peitorais. Se o peitoral maior perde função, a paciente pode ter limitação justamente em movimentos de adução horizontal do ombro. É o tipo de detalhe que a banca adora: não basta lembrar da mama, tem que lembrar do trajeto nervoso na axila. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Os nervos peitorais lateral e medial inervam os músculos peitorais, sobretudo o peitoral maior e o peitoral menor, e sua lesão explica o déficit motor descrito. Em fisioterapia, a ideia prática é: cirurgia mamária + axila + dificuldade de aproximar o braço do corpo = suspeite de comprometimento dos nervos peitorais. Como reforço doutrinário, a anatomia funcional clássica coloca o peitoral maior como principal adutor e adutor horizontal do braço, enquanto os nervos peitorais são os responsáveis pela sua ativação. Então o quadro mistura um efeito linfático da cirurgia com um efeito motor por lesão nervosa local.

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