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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Indivíduo do sexo masculino, 42 anos, com história familiar de hanseníase, apresenta no exame físico hipotrofia de músculos hipotenares e hiperextensão da falange proximal do 4º e 5º quirodáctilos da mão direita, com consequente flexão parcial das falanges médias e distais desses mesmos dedos, além de referir fraqueza ao segurar objetos. Considerando o caso exposto, o fisioterapeuta suspeita de:

Gabarito: E

A hanseníase costuma atingir nervos periféricos e, no membro superior, o ulnar é um dos campeões de acometimento. Quando isso acontece, os músculos intrínsecos da mão perdem força, principalmente os hipotenares e os interósseos, o que prejudica a preensão fina e dá aquele aspecto clássico de “mão em garra” nos dedos mais ulnares. No caso descrito, a hipotrofia dos músculos hipotenares, a fraqueza ao segurar objetos e a hiperextensão da falange proximal do 4º e 5º dedos com flexão das falanges média e distal apontam para paralisia ulnar. Esse padrão é típico da chamada garra ulnar, resultado da perda do equilíbrio entre os extensores e flexores dos dedos, com maior evidência nos 4º e 5º quirodáctilos. A alternativa E está correta porque descreve exatamente a neurite do ulnar e seus efeitos motores. O ulnar inerva os músculos hipotenares, interósseos, lumbricais mediais, adutor do polegar e parte do flexor profundo dos dedos, por isso sua lesão altera a função de pinça e preensão. Em hanseníase, o comprometimento neural periférico é clássico e deve ser lembrado na avaliação fisioterapêutica. Se você pensar em “dedos em garra” e história de hanseníase, o raciocínio fica bem alinhado com a anatomia. A mão fala mais alto que o resto do caso.

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